sábado, 27 de dezembro de 2014

Da primeira leitura da liturgia de hoje, sábado.

1Caríssimos, o que era desde o princípio, o que nós ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos tocaram da Palavra da Vida – 2de fato, a Vida manifestou-se e nós a vimos, e somos testemunhas, e a vós anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós –; 3isso que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos, para que estejais em comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. 4Nós vos escrevemos estas coisas para que a nossa alegria fique completa.

1Jo 1,1-4

Sejamos anunciadores desta Alegria!!!!

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

São Frumêncio

Frumêncio é o primeiro bispo missionário na Etiópia, de onde é considerado o apóstolo, junto com o irmão Edésio. Sua história poderia oferecer a trama a um interessante romance de aventuras. 
No tempo do imperador Constantino, um filósofo voltava a Tiro de uma viagem à Índia, acompanhado de seus discípulos e de dois meninos, Frumêncio e Edésio. A nau atracou no porto de Aulis, nas proximidades de Massaua, e pouco depois foi atacada por uma horda de etíopes que trucidaram todos os passageiros. Salvaram-se apenas os dois meninos, que se tinham apartado para ler um livro debaixo de uma árvore. Jamais um livro foi tão precioso...

Quando se deram conta dos dois meninos, os etíopes, já pagos pelo butim, conduziram-nos como escravos a Axum, e o rei os reteve a seu serviço. Depois da morte do soberano, a rainha confiou a Frumêncio a educação do filho.

Os dois irmãos fizeram-se amar e obtiveram a permissão para erguer uma igreja junto ao porto; depois puderam voltar a sua pátria para pedir a Atanásio, bispo de Alexandria do Egito, o envio de um bispo e de sacerdotes. 

Atanásio consagrou bispo o próprio Frumêncio e o mandou de volta à Etiópia com alguns sacerdotes. Surgia assim a primeira comunidade cristã na África negra, destinada a expandir-se e a manter-se firme mesmo durante a tempestade islâmica que levou de roldão o cristianismo em quase toda a África. 

Frumêncio foi acolhido com alegria pelos etíopes de Axum e pelo próprio jovem rei Ezana, que esteve entre os primeiros a receber o batismo. Também os súditos seguiram o exemplo do rei. Frumêncio — que os etíopes chamam "abba Salama", isto é, o portador de luz — é justamente incluído entre os maiores missionários cristãos.

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

sábado, 20 de setembro de 2014

Rezemos juntos...

Do salmo da Liturgia da Palavra de hoje:

"Na presença do Senhor, andarei na luz da vida!" Sl 55

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Versículo Bíblico para o seu dia - 16 de setembro de 2014

"Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres; e todos fomos impregnados do mesmo Espírito"

I Cor. 12,13

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Senhora das Dores

No peito, um coração marcado,
marcado pelas inúmeras dores da vida,
marcado pelas espadas que insistem em ferir.

Coração ferido,
o que ainda te faz bater?
Como pulsas,
mesmo depois da dor, da ferida e da cruz.

A certeza, a esperança,
o Reino;
aí está marca maior
do que todas as outras
por mais dolorosas que pareçam.

15 de setembro - Dia de Nossa Senhora das Dores

"Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!"

Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucifixão de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.

A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucifixão, morte e sepultura de Jesus Cristo.

Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!


Fonte: http://santo.cancaonova.com/santo/nossa-senhora-das-dores-nos-aponta-para-uma-nova-vida/


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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

domingo, 14 de setembro de 2014

Exaltação da Santa Cruz

Hoje, festa da Exaltação da Santa Cruz, fui interpelado por uma pessoa que me fez uma pergunta interessante: "Padre, a cruz foi, em muitas culturas, lugar de tortura e injustiça, como a Igreja celebra a festa da Exaltação da Santa Cruz?".
Primeiro, não se trata de uma cruz qualquer, senão a cruz de Nosso Senhor. Mais do que o objeto de flagelo, está aquilo que se realizou na cruz: a entrega radical de amor por parte de Deus, em Cristo, para a humanidade. No lugar mais infame, o amor se mostra incondicional e radical, pois Deus ama a humanidade ao extremo.
Na liturgia da Palavra de hoje, encontramos uma bela ligação: assim como a serpente fora levantada por Moisés no deserto como lugar da vida, assim o Filho do Homem é elevado na cruz, para que todo aquele que nele crer, encontre a vida. Assim, há uma mudança profunda no sentido guardado na cruz: a condição de morte passa a ser de vida. Desta forma, nossas cruzes passam a se encontrar com a cruz de Cristo, e nela experimentar a solidariedade do amor de Deus, que nos diz sua última palavra sobre a humanidade no Amor que ressuscita.
O problema, muitas vezes, está em não reconhecer, ou melhor, ter os olhos obscurecidos pelo sofrimento trazido pela própria cruz. A maldade humana, os desencontros, o desafeto, a indiferença, a incompreensão... tudo isto, que vem com a cruz, por tapar a nossa visão. A clareza vem da fé, quando, libertos, encontramos nossa finitude abraçada pela infinitude de Deus em Cristo. Uma f;e integradora de todas as realidades na visão do ˜mais adiante˜ guardado em Deus. Por exemplo, como alguém muito doente, carregando a cruz de suas dores fortes, ainda é capaz,de, pela fé, manifestar uma vida maior pulsa em seu peito e a certeza de que Deus nunca o abandonou mas, na fragilidade humana, se revela como próximo. 
Se trazemos a cruz em nosso peito, se colocamos as cruzes em nossas casas, não são para mero enfeite ou amuleto (afinal, não acreditamos em magia), mas como símbolo da força que carregamos em nós, em nossas comunidades e famílias e que vem da Trindade. Força que nos transforma para melhor, levando-nos a manifesta, apesar de nossas fraquezas humanas, o mesmo Amor radical que na cruz se deu.


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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Poesia para o seu dia

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

Enviada do meu iPhone

sábado, 13 de setembro de 2014

Versículo bíblico para o seu dia... 14/09/14

Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo.

Gálatas 6,14

Amizade...

Amizade,
Palavra esvaziada pela
Fome consumista daqueles que
Só veem o que se tem
E não o que se é...

Amizade,
Palavra repleta se sentido
Quando se ancora naquele que
É puro amor...
Naquele que é, era e será!

Da beleza da humanidade
Que aprende a partilhar a vida
Sob o signo de amizade,
Nasce a certeza de que, um dia,
O céu também será assim...

Espaço luminoso onde,
A única e maior benção,
Será estar em comunhão,
Na presença paterna e fraterna...

Na imperfeição da terra,
Experimentamos a beleza
Do que há de vir,
Quando a história se torna partilhada
E a vida se torna melhor,
Simplesmente porque se pode dizer,

Amigo e amiga…


P.S.: Retomando as postagens no blog. Estava com saudades...