segunda-feira, 30 de maio de 2011

Olhar: abertura da alma

Neste último final de semana, uma pessoa que conheci há pouquíssimo tempo, chamava a atenção, em sua pregação, para a importância do olhar. É constatável que, ultimamente, uma das grandes dificuldades que as pessoas têm encontrado, está justamente em olhar para os olhos dos outros. Assim, pergunto-me: qual importância teria este breve encontro? O que este fugaz momento revela?

Lembro-me de uma pequena experiência que fiz há poucas semanas. Caminhando pelas ruas da capital mineira, indo até a rodoviária para comprar passagens, comecei a reparar os olhares daquelas pessoas que passavam por mim. Vi muita coisa bonita. Alguns olhares esperançosos, enquanto outros que guardavam certa dor inaudita. Olhares misteriosos e outros de desmascarada alegria. Vi também certa ponta de sofrimento em alguns. Uma pequena lágrima que insistia em não se deixar cair.

Percebo que os olhos revelam o profundo da alma. Daí o desconserto. No olhar, fora certos casos de patologia, a verdade de cada um impera. Nem o mais técnico ator não consegue simular a dor que não sente. Até eles, quando precisam encenar sentimentos, rememoram experiências pessoais marcantes de acordo com o sentimento a ser expresso. A vida sem máscaras aparece no fundo de cada olhar. Há uma carga profunda de sentimento e vida que teima em sair pelos olhos, por mais que se queira disfarçar.

Os que conhecem minha vida mais de perto sabem que os meus estudos de mestrado foram feitos a partir do Evangelho de São João. Mexendo nos bagulhos de minha memória, lembrei-me da importante relação existente na construção narrativa deste livro entre os verbos "ver" e "crer". A expressão "Eles viram e creram..." aparece em diversos momentos do evangelho joanino. Enquanto Paulo dizia que a fé vem pelo ouvido, João afirmava que a fé vem pelo olhar. Na profundidade do olhar a vida é evangelizada.

Eis a magnífica beleza: o olhar é a porta da alma! Se expressamos o mais profundo de nós pelo olhar, nossas profundidades também são atingidas através da porta do olhar. Diria um amigo meu: "Evangelizar as profundezas...", digo eu: "A começar pelo olhar...". Neste vai e vem a porta da alma se abre.

Termino esta reflexão por aqui. Ainda teremos tempo para continuar. Esteja certo disto, pois o trabalho está em aberto. Conto com sua ajuda, caro amigo. Apenas encerro com uma frase de um pensador, ouvida há algum tempo e que me marcou muito: "Ver a santa na prostituta, a borboleta na lagarta, a vida na morte; este é o olhar que o Cristo lança sobre o mundo...".

Fique com Deus! Até a próxima!


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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

domingo, 29 de maio de 2011

Escrevendo...

Escrevendo um pequeno texto. Os últimos dias proporcionaram muitas reflexões. Amanhã partilho com vocês... "Olhar: Abertura da alma" (título provisório).

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

"salmo 177"

Deus de todas as manhãs, 
Deus Santo e Inesgotável, 
cuja proximidade faz experimentar a abundância da Presença e do Imenso… 
Mistério…


Deus Bom, que desfolhas suavemente as páginas da Criação 
e escreves com a caligrafia do vento 
mensagens de Amor e Esperança entre as ramadas das árvores… 
Por isso é que o Ser Humano te percebe mais sussurrante 
sempre que procura a sombra do Silêncio, o espaço vastíssimo da solidão comungada.

Gostava de ter olhos capazes de ultrapassar toda a vulgaridade. 
Gostava de ver para lá das pequenas anormalidades de cada dia 
até conseguir assimilar verdadeiramente 
que o normal é a Beleza, a Verdade e o Sentido. 
Isso é que é o normal, o natural, o perene... 
Por isso é que nos dá Paz! 
Por isso é que o contrário nos desaloja, intranquiliza, aperta…

Chamamos "normal" ao que é contrário a nós mesmos, 
chamamos "invulgar" àquilo para que fomos feitos… 
andamos um bocado confusos, Senhor. 

Toma conta de nós, por favor. 
Ajuda-nos a estarmos mais abertos e atentos, mais capazes de darmos as mãos, de nos ouvirmos… Faz-nos chegar à sabedoria de nos reconhecermos uns aos outros como coisa sagrada  e, ao mesmo tempo, não nos levarmos assim tão a sério… Ensina-nos a amar de tal maneira as coisas amáveis que cheguemos ao ponto em que o velho jogo humano de ver quem é que tem razão deixe de ter interesse… Ai, meu Senhor e meu Dono, minha Paz, queria tanto que nos fosses revelando sempre os segredos para nos tornarmos pessoas grandiosas, crescidas, até chegarmos à suprema maturidade de sermos simples, ao altíssimo tamanho de quem oferece às mancheias a própria vida…

Olha, Senhor, minha Vida, meu Amor maior, 
farto-me de usar as "reticências" 
porque as palavras são todas "curtas nas mangas" 
quando têm que vestir as revelações mais verdadeiras do Coração… 
Por isso, peço-te apenas que nos ensines a pedir como convém! 

Pedir bem é bom… 
Tu não precisas que Te peçamos nada: sabes o que nos faz falta 
e és infinitamente leal e benfeitor. 
Mas nós precisamos muito de aprender a pedir bem, 
de saber pedir, quando falamos contigo, 
porque pedir bem é sintonizar com aquilo que tu já nos deste… 
por isso é que pedir bem é sinónimo de aprender a receber.
És tão Pai-Mãe 
que usas truques que nós já conhecemos, em alguma medida, deles… 

Adoro-te! Amo-te! 
E sinto este amor em mim não como um sentimento ou uma pulsão, 
mas como uma Fome insaciável de sorver luz e vida e gozo 
e alegria e paz e esperança 
e uma Sede desejosa de beber o céu às golfadas até explodir, eu mesmo, 
e me tornar um universo pessoal 
em infinita expansão dentro das Tuas infinitas desmedidas. 
Ai se eu pudesse… Ai se deixasses…

MAS "a vida é feita de nadas"… e contam!


Pe. Rui Santiago, C.Ss.R.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pedro Donders

A Igreja celebra hoje a memória do beato Pedro Donders, C.Ss.R. Para nós, redentoristas, é uma data muito especial. Indico uma matéria que saiu no site da província escrita pelo meu colega que turma que trabalha naquelas terras, Pe. Ronaldo Sérgio, C.Ss.R. É só clicar no link abaixo:


Abraço.

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Viagens...

Amigos:

Ando meio sumido da internet nestes últimos dias. Muitas viagens, aulas e reuniões. Amanhã acaba a esta seqüência. Doido para voltar para casa. Abraço para todos!!!

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

IV Domingo do Tempo da Páscoa

1ª leitura: At 2,14a.36-41: Pedro continua sua pregação missionária. Na entrega (At 2,22-24) e na ressurreição (2,24-319) de Jesus, cumprem-se as Escrituras. A pregação dos Apóstolos anuncia que a Ressurreição de Jesus é obra de Deus e por foi ela manifesta definitivamente o senhorio do Jesus. Esta realidade universal (tanto para os de Israel quanto para aqueles que o Senhor chamou "de longe) chama à mudança de vida e mentalidade, ou seja, à conversão.

 

2ª leitura: 1 Pd 2,20b-25: Escrito provavelmente para pessoas em situação de escravidão, o texto, baseado nos discursos sobre o servo de Deus em Is 52-53, aponta para um ensinamento que pode ser ouvido por todos nós: o verdadeiro caminho não é o da violência, mas o da justiça e resistência pacífica, que suporta até o sofrimento. No final do texto, uma referência explícita à figura utilizada no Evangelho de hoje: o pastor ao qual o rebanho se confia pelo batismo.

 

Evangelho: Jo 10,1-10: O presente texto enfoca a introdução e a primeira alegoria do discurso sobre o Bom Pastor em João. Quem conhece o Antigo Testamento, sabe que Deus é o verdadeiro Pastor de Israel (p.ex. Sl 95). Na obediência a Deus, os chefes do povo de Israel são chamados a serem pastores. Por este título foram chamados Moisés, Araão e Davi. Contudo, estes que deveriam ser bons pastores (os chefes de Israel da época de Jesus), acabam se transformando em maus pastores, pois não conduzem o povo pelos caminhos de Deus, que são justiça, paz e vida. Em contrapartida, Jesus é o verdadeiro Pastor (Jo 10,11-18). E mais, ele é a porta do aprisco (Jo 10,7-10), pois é por ele que à verdadeira vida.

Nossa Senhora de Fátima

No dia 5 de maio de 1917, o mundo ainda vivia os horrores da Primeira
Guerra Mundial, então o papa Bento XV convidou todos os católicos a se
unirem em uma corrente de orações para obter a paz mundial com a
intercessão da Virgem Maria. Oito dias depois ela respondeu à
humanidade através das aparições em Fátima, Portugal.

Foram três humildes pastores, filhos de famílias pobres, simples e
profundamente católicas, os mensageiros escolhidos por Nossa Senhora.
Lúcia, a mais velha, tinha dez anos, e os primos, Francisco e Jacinta,
nove e sete anos respectivamente. Os três eram analfabetos.

Contam as crianças que brincavam enquanto as ovelhas pastavam. Ao
meio-dia, rezaram o terço. Porém rezaram à moda deles, de forma
rápida, para poder voltar a brincar. Em vez de recitar as orações
completas, apenas diziam o nome delas: "ave-maria, santa-maria" etc.
Ao voltar para as brincadeiras, depararam com a Virgem Maria pairando
acima de uma árvore não muito alta. Assustados, Jacinta e Francisco
apenas ouvem Nossa Senhora conversando com Lúcia. Ela pede que os
pequenos rezem o terço inteirinho e que venham àquele mesmo local todo
dia 13 de cada mês, desaparecendo em seguida. O encontro acontece
pelos sete meses seguintes.

As crianças mudam radicalmente. Passam a rezar e a fazer sacrifícios
diários. Relatam aos pais e autoridades religiosas o que se passou.
Logo, uma multidão começa a acompanhar o encontro das crianças com
Nossa Senhora.

As mensagens trazidas por ela pediam ao povo orações, penitências,
conversão e fé. A pressão das autoridades sobre os meninos era
intensa, pois somente eles viam a Virgem Maria e depois contavam as
mensagens recebidas, até mesmo previsões para o futuro, as quais foram
reveladas nos anos seguintes e, a última, o chamado "terceiro segredo
de Fátima", no final do segundo milênio, provocando o surgimento de
especulações e histórias fantásticas sobre seu conteúdo. Agora
divulgado ao mundo, soube-se que previa o atentado contra o papa João
Paulo II, ocorrido em 1981.

Na época, muitos duvidavam das visões das crianças. As aparições só
começaram a ser reconhecidas oficialmente pela Igreja na última delas,
em 13 de outubro, quando sinais extraordinários e impressionantes
foram vistos por todos no céu, principalmente no disco solar. Poucos
anos depois, os irmãos Francisco e Jacinta morreram. A mais velha
tornou-se religiosa de clausura, tomando o nome de Lúcia de Jesus, e
permaneceu sem contato com o mundo por muitos anos.

O local das aparições de Maria foi transformado num santuário para
Nossa Senhora de Fátima. Em 1946, na presença do cardeal representante
da Santa Sé e entre uma multidão de católicos, houve a coroação da
estátua da Santíssima Virgem de Fátima. Em 13 de maio de 1967, por
ocasião do aniversário dos cinqüenta anos das aparições de Fátima, o
papa Paulo VI foi ao santuário para celebrar a santa missa a mais de
um milhão de peregrinos que o aguardavam, entre eles irmã Lúcia de
Jesus, a pastora sobrevivente, que viu e conversou com Maria, a Mãe de
Deus.

Esta mensagem de Fátima foi um apelo à conversão, alertando a
humanidade para não travar a luta entre o bem e o mal deixando Deus de
lado, pois não conseguirá chegar à felicidade, pois, ao contrário,
acabará destruindo-se a si mesma. Na sua solicitude materna, a
Santíssima Virgem foi a Fátima pedir aos homens para não ofender mais
a Deus Nosso Pai, que já está muito ofendido. Foi a dor de mãe que a
fez falar, pois o que estava em jogo era a sorte de seus filhos. Por
isso ela sempre dizia aos pastorzinhos: "Rezai, rezai muito e fazei
sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por
não haver quem se sacrifique e peça por elas".

Fonte: http://www.paulinas.org.br/diafeliz/santo.aspx?Dia=13&Mes=5

sexta-feira, 6 de maio de 2011

III Domingo do Tempo Pascal

1ª leitura: At 2, 14.22-23: Com este texto dos Atos dos Apóstolos, nossa caminhada vai se aprofundando no conhecimento das comunidades cristãs pós-pascais. No discurso de Pedro os acontecimentos da vida de Jesus, lidos pós-Páscoa, são interpretados como cumprimento de tudo aquilo que o Senhor Deus havia prometido ao seu povo. Jesus é reconhecido como o Messias que deveria vir da casa de Davi. Nossa participação neste mistério do Cristo se dá pela ação do Espírito Santo.

 

2ª leitura: 1Pd 1,17-21: A dimensão vicária da entrega do Cristo surge com bastante força neste texto da primeira carta de São Pedro. Não foi ouro nem prata o que nos libertou da escravidão, como era feito com os escravos naquela época. Prisioneiros de uma vida vazia de um sentido mais profundo, nós fomos elevados a outro horizonte de sentido existencial na entrega de Jesus Cristo, que nos reaproxima de maneira definitiva a Deus. É por meio dele que chegamos a Deus.

 

Evangelho: Lc 24,13-35: Este relato de Lucas possui uma grande força simbólica. Mais do que apenas um momento extraordinário na vida de dois discípulos do passado, este caminho expressa o próprio processo de amadurecimento da comunidade discipular nos primeiros momentos pós-Páscoa e se "repete" até hoje, sendo reapresentado na vida de toda comunidade cristã. O tom inicial é de derrota, pois aquele que encarnava toda a esperança morrera. Mas, na medida em que vão caminhando e, permeados pela graça, vão compreendendo em profundidade os acontecimentos, sua tristeza vai se transformando em plena alegria e coragem, a ponto de retornarem para o centro da perseguição: Jerusalém, a fim de comunicarem aos outros a grandeza do acontecido. O caminho vai do não-reconhecimento e, portanto, distância, para o reconhecimento e comunhão.

 

Breve Reflexão: O centro de sentido no conjunto de leituras deste domingo é encontrado no trecho do Evangelho que foi lido hoje. A saída da escuridão para uma vida marcada pela presença de Deus e pela comunhão é o caminho que todo o discípulo deve fazer no seguimento do Mestre. E isto foi muito bem expresso nas 1ª e 2ª leituras.

Recebida como Dom, esta graça da presença de Deus em nossas vidas é que doa sentido profundo à nossa existência pessoal e comunitária. Trata-se, assim, de um entrar na pedagogia divina que conduz nossa humanidade para caminhos mais plenos. Jesus é a chave de leitura de todo este projeto, uma vez que nele fomos chamados a nos tornar filhos nos conformando à sua imagem, ele que é o Filho por excelência.

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Santo do dia - 06/05/2011 - São Domingos Sávio

Domingos Sávio nasceu em 2 de abril de 1842, em Riva, na Itália. Era
filho de pais muito pobres, um ferreiro e uma costureira, cristãos
muito devotos. Ao fazer a primeira comunhão, com sete anos, jurou para
si mesmo o que seria seu modelo de vida: "Antes morrer do que pecar".
Cumpriu-o integralmente enquanto viveu.

Nos registros da Igreja, encontramos que, com dez anos, chamou para
ele próprio a culpa de uma falta que não cometera, só porque o
companheiro de escola que o fizera tinha maus antecedentes e poderia
ser expulso do colégio. Já para si, Domingos sabia que o perdão dos
superiores seria mais fácil de ser alcançado. Em outra ocasião,
colocou-se entre dois alunos que brigavam e ameaçavam atirar pedras um
no outro. "Atirem a primeira pedra em mim" disse, acabando com a
briga.

Esses fatos não passaram despercebidos pelo seu professor e orientador
espiritual, João Bosco, que a Igreja declarou santo, que encaminhou o
rapaz para a vida religiosa. No dia 8 de dezembro de 1954, quando foi
proclamado o dogma da Imaculada Conceição, Domingos Sávio se consagrou
à Maria, começando a avançar para o caminho da santidade. Em 1856,
fundou entre os amigos a "Companhia da Imaculada", para uma ação
apostólica de grupo, onde rezavam cantando para Nossa Senhora.

Mas Domingos Sávio tinha um sentimento: não conseguiria tornar-se
sacerdote. Estava tão certo disso que, quando caiu doente, despediu-se
definitivamente de seus colegas, prometendo encontrá-los quando
estivessem todos na eternidade, ao lado de Deus. Ficou de cama e, após
uma das muitas visitas do médico, pediu ao pai para rezar com ele,
pois não teria tempo para falar com o pároco. Terminada a oração,
disse estar tendo uma linda visão e morreu. Era o dia 9 de março de
1857.

Domingos Sávio tinha dois sonhos na vida, tornar-se padre e alcançar a
santidade. O primeiro não conseguiu porque a terrível doença o levou
antes, mas o sonho maior foi alcançado com uma vida exemplar. Curta,
pois morreu com quinze anos de idade, mas perfeita para os parâmetros
da Igreja, que o canonizou em 1957.

Nessa solenidade, o papa Pio XII o definiu como "pequeno, porém um
grande gigante de alma" e o declarou padroeiro dos cantores infantis.
Suas relíquias são veneradas na basílica de Nossa Senhora Auxiliadora,
em Torino, Itália, não muito distantes do seu professor e biógrafo são
João Bosco. A sua festa foi marcada para o dia 6 de maio.

Fonte: http://www.paulinas.org.br/diafeliz/santo.aspx?Dia=6&Mes=5

Santo do dia - Santo Ângelo


Uma tradição muito antiga nos trás a luz sobre a vida de Ângelo. Os
registros indicam que ele nasceu em 1185, na cidade de Jerusalém, de
pais judeus pela religião, chamados José e Maria, nomes muito comuns
na região. E que eles se converteram após Nossa Senhora ter avisado
Ângelo, durante as orações, que ele teria um irmão, o que lhes parecia
impossível, porque seus pais eram idosos. Mas isso aconteceu.
Emocionados, receberam o batismo junto com a criança, à qual deram o
nome de João. Mais tarde, ele também vestiu o hábito carmelita.

Ângelo viveu em muitos conventos da Palestina e da Ásia Menor. Recebeu
muitas graças do Senhor, sobretudo o dom da profecia e dos milagres,
depois de viver cinco anos no monte Carmelo, mesmo lugar onde viveu o
profeta Elias. Entrou para a Ordem do Carmo quando tinha apenas
dezoito anos e, em 1213, foi ordenado sacerdote.

Ainda segundo a tradição, Ângelo saiu do monte Carmelo com os
primeiros carmelitas que foram para Roma a fim de obter do papa
Honório III a aprovação da Regra do Carmelo, e depois imigraram para a
Sicília.

Lá, ao visitar a basílica de São João, se encontrou com os sacerdotes,
que se tornaram santos, Domingos de Gusmão e Francisco de Assis,
instante em que previu e anunciou a sua morte como mártir de Jesus
Cristo.

Dentre seus grandes feitos, o que mais se destaca é o trabalho de
evangelização que manteve entre os hereges cátaros daquela cidade. A
história narra que ele conseguiu converter até uma mulher que, antes
disso, mantinha uma vida de pecados, até mesmo uma relação incestuosa
com um rico senhor do lugar.

No dia 5 de maio de 1220, Ângelo fez sua última pregação na igreja de
São Tiago de Licata, na Sicília. Nesse dia foi morto, vítima daquele
rico homem, que não se conformou com o abandono e a conversão de sua
amante, encomendando o assassinato.

Venerado pela população, logo uma igreja foi erguida no lugar de seu
martírio, onde foi sepultado o seu corpo. A Igreja canonizou o mártir
santo Ângelo em 1498. Porém somente em 1662 as suas relíquias foram
transladadas para a igreja dos carmelitas. O seu culto se difundiu
amplamente no meio dos fiéis e na Ordem do Carmo.

Santo Ângelo foi nomeado padroeiro de muitas localidades, inicialmente
na Itália, depois em outras regiões da Europa. Sua veneração se mantém
até os nossos dias, sendo invocado pelo povo e devotos nas situações
de suas dificuldades. Os primeiros padres carmelitas da América
difundiram a sua devoção, construindo igrejas, nomeando as aldeias que
se formavam, e expandiram o seu culto, que também chegou ao Brasil.

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P.S.: Abraço ao amigo Ângelo, MLR CVDM, no dia de seu onomástico.


Fonte: http://www.paulinas.org.br/diafeliz/santo.aspx?Dia=5&Mes=5

domingo, 1 de maio de 2011

Aniversário de Ordenação (02/05)

Caminheiros:

Hoje completo mais um aniversário de ordenação. Dia de Santo Atanásio.
Lembrem-se de mim e de meu ministério em suas orações. Agradeço a
amizade manifestada de tantas formas durante estes anos. Fiquem com
Deus!

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Santo do dia - Santo Atanásio (02/05)

Houve o dia em que a Igreja se viu livre da perseguição mortal dos
pagãos. Foi no ano 313 e o famoso Edito de Milão transformou o
cristianismo de perseguido a favorecido pelos imperadores romanos. Mas
a luta não terminou aí, pois na mesma época a semente da discórdia foi
plantada no interior do catolicismo, com a heresia de Ário. Foi então
que a fé extrema e a dedicação na defesa da divindade de Cristo
transformaram Atanásio, o bispo de Alexandria, no mais vigoroso
combatente dos hereges.

Atanásio nasceu no Egito em 296, filho da cidade da qual seria o bispo
mais lembrado. Ainda adolescente, foi considerado um dos homens mais
inteligentes de Alexandria entre as celebridades que ali vivam.
Ingressou na Igreja por meio do bispo Alexandre. Na qualidade de seu
assessor especial, embora fosse apenas diácono, Atanásio participou do
Concílio de Nicéia, em 325, e passou para a história da Igreja.

Em todos os registros sobre esse Concílio, que definiu o arianismo
como heresia, o nome de Atanásio é o mais citado. O arianismo negava a
santidade de Jesus. Considerava-o apenas "uma criatura do Pai" e não
parte dele, equivalente a ele. Atanásio foi um dos responsáveis na
luta para que a Igreja retomasse o caminho apontado e definido pelos
apóstolos. Conta-se que os seus discursos empolgantes, com uma
argumentação bíblica brilhante e a lucidez de sua doutrina, foram
essenciais na defesa e manutenção da ortodoxia cristã. Apontou um por
um os erros históricos e dogmáticos dos hereges, conquistando a
vitória para a causa católica e, conseqüentemente, o ódio profundo dos
arianos.

Atanásio foi um religioso muito atuante, discípulo e contemporâneo de
figuras muito importantes do clero que a Igreja honrou com a veneração
nos altares. Quando morreu o bispo Alexandre, tanto o povo como o
clero apontaram Atanásio como seu sucessor. Seu bispado durou quarenta
e seis anos, recheados de perseguição e sofrimento. Apoiados pelo
imperador, os arianos espalharam calúnias incríveis. Atanásio sofreu
cinco exílios seguidos, intercalados com fugas e com afastamentos por
vontade própria, que suportou com paciência e determinação. Foi assim
que conheceu santo Antão, de quem escreveu a biografia, contando
também como era a vida monástica no deserto, o que atraiu muitos
cristãos aos mosteiros eremitas.

Atanásio morreu, com setenta e sete anos, no dia 2 de maio de 373.
Logo depois, foi inserido entre os celebres "Padres da Igreja", sendo
canonizado e declarado "doutor da Igreja". Sua festa litúrgica é
celebrada no dia de sua morte em todo o mundo cristão.

Fonte: http://www.paulinas.org.br/diafeliz/santo.aspx?Dia=2&Mes=5