sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Versículo bíblico do dia

"Eis que faço nova todas as coisas. [...] Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante."
Ap 21,5-6

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Santo do dia: Santa Catarina de Labouré (31 de dezembro)

A chamada "medalha milagrosa" é fruto de uma visão que a religiosa vicentina Catarina Labouré teve da Virgem Maria em 1830. Na visão, a Imaculada apareceu como está na imagem e pronunciou a oração "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós", exatamente como a conhecemos. 

Irmã Catarina foi batizada com o nome de Zoe de Labouré. Filha de uma numerosa família de fazendeiros cristãos, nasceu em 2 de maio de 1806, na região de Borgonha, interior da França. Na infância, ficou órfã de mãe e desde então "adotou Mãe Maria" como sua guia, dedicando-lhe grande devoção. Cresceu estudiosa, obediente e muito piedosa. Aos dezoito anos, a vocação para a vida religiosa era forte, então pediu ao pai para segui-la, mas ele relutou. 

Dada a insistência por anos a fio, ela já estava com vinte e quatro anos, antes de consentir preferiu mandá-la a Paris, para que testasse sua vocação. Chegou em abril de 1830 na cidade, e logo percebeu que estava certa na decisão, pois não se motivou com os encantos da vida agitada da sociedade urbana. Então, em maio, com autorização de seu pai, iniciou o noviciado no Convento das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris mesmo. 

Quando recebeu o hábito das vicentinas, mudou o nome para irmã Catarina. A jovem noviça impressionava pelo fervor com que rezava na capela das vicentinas, diante do relicário de são Vicente de Paulo, onde tinha constantes visões. Contou ao confessor que primeiro lhe apareceu várias vezes o fundador, depois as visões foram substituídas por Jesus eucarístico e Cristo Rei, em junho do mesmo ano. Orientada pelo confessor, continuou com as orações, mas anotando tudo o que lhe acontecia nesses períodos. Assim fez, e continuou o seu trabalho num hospital de Paris. 

Em junho, sempre de 1830, teve um ciclo de cinco aparições da Imaculada da medalha milagrosa, sendo três consideradas mais significativas. A primeira delas foi na noite de 18 de junho, quanto veio um anjo e a conduziu à capela da Casa-mãe, onde Catarina conversou mais de duas horas com Nossa Senhora, que avisou sobre os novos encontros. 

Ela voltou a aparecer em novembro e dezembro. A que mais chamou a atenção foi a de 27 de novembro, quando veio em duas seqüências, que, por uma intuição interior, Catarina pensou em cunhar numa medalha. Foi assim que surgiram as primeiras, em junho do ano seguinte. Também foi criada a Associação das Filhas de Maria Imaculada, que propagou o culto a Nossa Senhora Imaculada através da medalha. Desde aquela época, passou a ser conhecida como "a medalha milagrosa", pelas centenas de curas, graças e conversões que produziu por intercessão de Maria. 

Depois disso, as visões terminaram. Catarina Labouré morreu em 31 de dezembro de 1876, em Paris, onde trabalhou quarenta e cinco anos, no mesmo hospital designado desde o início de sua missão de religiosa vicentina. 

Foi beatificada, em 1933, pelo papa Pio XI e canonizada pelo papa Pio XII em 1947. Seu corpo está guardado num esquife de cristal na capela onde ocorreram as aparições. Para a família vicentina, o Vaticano autorizou uma festa no dia 28 de novembro. A celebração universal a santa Catarina Labouré foi marcada no dia de sua morte pela Igreja de Roma.

Santo do dia: São Rugero

Rugero nasceu entre 1060 e 1070, na célebre e antiga cidade italiana de Cane. O seu nome, de origem normanda, sugere que seja essa a sua origem. Além dessas poucas referências imprecisas, nada mais se sabe sobre sua vida na infância e juventude. Mas ele era respeitado, pelos habitantes da cidade, como um homem trabalhador, bom, caridoso e muito penitente. Quando o bispo de Cane morreu, os fiéis quiseram que Rugero ficasse no seu lugar de pastor. E foi o que aconteceu: aos trinta anos de idade, ele foi consagrado bispo de Cane. 

No século II, essa cidade havia sido destruída pelo imperador Aníbal, quando expulsou o exército romano. Depois, ela retomou sua importância no período medieval, sendo até mesmo uma sede episcopal. No século XI, mais precisamente em 1083, por causa da rivalidade entre o conde de Cane e o duque de Puglia, localidade vizinha, a cidade ficou novamente em ruínas. 

O bispo Rugero assumiu a direção da diocese dentro de um clima de prostração geral. 

Assim, depois desse desastre, seu primeiro dever era tratar da sobrevivência da população abatida pelo flagelo das epidemias do pós-guerra. Ele transformou a sua sede numa hospedaria aberta dia e noite, para abrigar viajantes, peregrinos e as viúvas com seus órfãos. Possuindo o dom da cura, socorria a todos, incansável, andando por todos os cantos, descalço. Doava tudo o que fosse possível e a sua carruagem era usada apenas para transportar os doentes e as crianças. 

Todavia esse século também foi um período conturbado para a história da Igreja. Com excessivo poder civil estava dividida entre religiosos corruptos e os que viviam em santidade. Rugero estava entre os que entendiam o episcopado como uma missão e não como uma posição de prestígio para ser usada em benefício próprio. Vivia para o seu rebanho, seguindo o ensinamento de são Paulo: "Tudo para todos". 

Por tudo isso e por seus dons de conselho e sabedoria, no seu tempo foi estimado por dois papas: Pascoal II e Celásio II. Para ambos, executou missões delicadas e os aconselhou nas questões das rivalidades internas da Igreja, que tentava iniciar sua renovação. 

Entrou rico de merecimentos no Reino de Deus, no dia 30 de dezembro de 1129, em Cane, onde foi sepultado na catedral. Considerado taumaturgo em vida, pelos prodígios que promovia com a força de suas orações, logo depois de sua morte os devotos divulgaram a sua santidade. 

No século XVIII, a cidade de Cane praticamente já não existia. A população se transferira para outra mais próspera, Barleta. Mas eles já cultuavam o querido bispo Rugero como santo. Pediram a transferência das suas relíquias para a igreja de Santa Maria Maior, em Barleta. Depois, foi acolhido na sepultura definitiva na igreja do Mosteiro de Santo Estêvão, atual Santuário de São Rugero. Os devotos o veneram no dia de sua morte como o bispo de Cane e o padroeiro de Barleta. Em 1946, são Rugero foi canonizado pela Igreja.


Fonte: http://www.paulinas.org.br/diafeliz/santo.aspx?Dia=30&Mes=12

Versículo bíblico do dia

"Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens."
Jo 1,4

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Epifania do Senhor - Comentário à liturgia da Palavra de 02 de janeiro de 2011


1ª leitura: Is 60,1-6: Is 9,1 anunciou um novo tempo para Israel, um tempo de esperança, mesmo em meio ao contexto desolador causado pela série de deportações que despovoaram a Galiléia em 732a.C. Cerca de 200 anos depois, um discípulo da escola de Isaías retoma a imagem no contexto da reconstrução de Israel. É uma mensagem carregada de esperança pelo retorno daqueles que foram exilados. As nações devolvem a Israel seus filhos e filhas que ainda vivem no estrangeiro, e oferecem suas riquezas ao Deus que realmente salva o seu povo. No contexto dos Evangelhos, as nações tomam figura nos magos que vêm do Oriente. A profecia se realiza. Para eles, o Cristo aparece como "luz misteriosa".

 

2ª leitura: Ef 3,2-3a.5-6: A promessa de Deus se dirige, primeiramente, a Israel. Contudo, o projeto salvífico de Deus vai mais além. Israel é chamada a ser "luz para as nações", lugar tenente da manifestação de Deus para toda a humanidade. Os antigos profetas bem o sabiam, mas o judaísmo contemporâneo de Jesus se esqueceu. Paulo aprendeu esta realidade maior de Deus e mudou seus paradigmas. Os gentios também são chamados à paz que nos vem pelo Messias de Deus. Paulo percebe isso como sua missão pessoal: levar a boa-notícia de Deus aos pagãos.

 

Evangelho:  Mt 2,1-12: A leitura global do evangelho de Mateus nos revela uma profunda realidade da fé: a salvação não está restrita a determinado grupo, judeu ou gentio, mas o que realmente importa é a fé. Os doutos de Israel bem sabiam aonde o Messias nasceria, mas fecharam os olhos à estrela da fé que conduz ao menino. O início com a visita dos magos do Oriente e o fechamento com a missão de evangelizar "todas as nações" (28,18-20) dizem desta verdade.

 

Breve Reflexão: Deus veio nos visitar! Na simplicidade de um menino, assume a realidade humana para eleva a uma dignidade filial. No Mistério do Cristo, Deus abraça a humanidade em sua luz resplandecente. Na liturgia da festa da Epifania ("manifestação") de Deus, o símbolo da luz retorna com toda a sua força. "O sol nascente nos veio visitar, lá do alto como luz resplandecente". Uma luz que não que ilumina a todo o homem que vem a esta terra, concedendo-lhe vida.

A universalidade da salvação é cantada a plenos pulmões nesta liturgia. Deus não é de uns poucos, mas se aproxima de todos para ser acolhido pela fé. Os magos do Oriente apontam para esta universalidade; Paulo nos diz dela ao falar de sua missão; o profeta nos convida a participar desta esperança de Deus. Que maravilhosa realidade!

Aquele que bem compreendeu isto, passa a se ver como a pequena Belém, pequeno povoado que nem constava no mapa dos reis vindos do Oriente, mas que se torna, pela ação de Deus, testemunha para o mundo da grandiosidade da Encarnação. Não a Roma dos "césares", nem a Jerusalém de Herodes, mas a pequena Belém. Não o coração soberbo que quer dominar até a Deus, mas o coração simples que se abre como lugar da graça para os outros pela presença de Cristo.

O "todo-poderoso" se fez "não-poder" na simplicidade e precariedade de uma criança pobre. Enquanto Herodes opta pela morte, usando seu poder para passar a fio de espada inocentes, Deus se faz pequeno e manifesta seu poder que opta pela vida humana. Onde sofre um irmão pelos poderes da morte coordenados pelos homens, muitas vezes institucionalizados em nossa sociedade, sofre aí o menino Jesus em sua opção pela vida.

Encerro com uma bela frase do teólogo Leonardo Boff: "Todo menino quer ser homem, todo homem quer ser rei, todo rei quer ser deus; mas só Deus quis ser menino". Que Ele nos livre da violência e da prepotência!

 

Pe. Maikel P. Dalbem

Twitter: @dalbemcssr

"Votos"

Mexendo nas minhas coisas, achei este belo texto do jornalista gaúcho Sérgio Jockymann. Achei muito lúcido. Meditei-o bastante. Boas festas! Feliz começo de 2011!

" OS VOTOS "

" Pois, desejo primeiro que você ame e que amando, seja também amado,
E que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo depois que não seja só, mas que se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos e que, mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis,
E que em pelo menos um deles você possa confiar, que confiando, não duvide de sua confiança.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas
E que entre eles haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiadamente seguro.

Desejo, depois, que você seja útil, não insubstituivelmente útil,
Mas razoavelmente útil. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé. Desejo ainda que você seja tolerante,
não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com aqueles que erram muito e irremediavelmente,
E que essa tolerância não se transforme em aplauso nem em permissividade,
Para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais e que, sendo maduro,
não insista em rejuvenescer e que, sendo velho, não se dedique a desesperar.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
é preciso deixar que eles escorram dentro de nós.

Desejo, por sinal, que você seja triste, mas não o ano todo,
nem em um mês e muito menos numa semana, mas apenas por um dia.
Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom,
o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo,
Talvez agora mesmo, mas se for impossível, amanhã de manhã,
que existem oprimidos, injustiçados e infelizes,
e que estão à sua volta, porque seu pai aceitou conviver com eles.
E que eles continuarão à volta de seus filhos, se você achar a convivência inevitável.

Desejo ainda que você afague um gato, que alimente um cão
e ouça pelo menos um joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal.
Porque assim você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
por mais ridícula que seja, e acompanhe o seu crescimento dia-a-dia,
para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que, pelo menos uma vez por ano, você ponha uma porção dele na sua frente e diga:
Isso é meu. Só para que fique bem claro quem é dono de quem.

Desejo ainda que você seja frugal, não inteiramente frugal,
não obcecadamente frugal, mas apenas usualmente frugal.
Mas que esse frugalismo não impeça você de abusar quando o abuso se impõe.

Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você.
Mas que, se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.

Desejo, por fim, que sendo mulher você tenha um bom homem,
E que sendo homem, tenha uma boa mulher.
E que se amem hoje, amanhã, depois, no dia seguinte, mais uma vez,
E novamente, de agora até o próximo ano acabar,
E que quando estiverem exaustos e sorridentes,
ainda tenham amor para recomeçar.

E se isso só acontecer, não tenho mais nada para desejar. "

( Sergio Jockymann)

Posse do Governo Provincial 2011-2014

Acontece no próximo domingo, às 10h, na Igreja da Glória, a posse do Novo Governo da Província Redentorista MG-RJ-ES. O novo Governo Provincial para o quadriênio 2011-2014 foi eleito durante assembleia que aconteceu em novembro. Pe. Vicente de Paula Ferreira foi reeleito para o terceiro mandato consecutivo e como Vigário Provincial, foi escolhido o Pe. José do Carmo Zambom. Para secretário de comunicação, foi escolhido o pároco da Igreja da Glória, Padre Flávio Leonardo S. Campos, CSsR.

Como fica o novo Governo Provincial:

Superior Provincial: Pe. Vicente de Paula Ferreira

Vigário Provincial: Pe. José do Carmo Zambom

Conselho Provincial: Pe. Nelson Antônio Linhares, Pe. José Raimundo Vidigal e Pe. Maikel Pablo Dalbem

Secretário de Pastoral: Pe. José Cláudio Teixeira

Secretário de Vida Consagrada: Pe. Dalton Barros de Almeida

Secretário de Comunicação: Pe. Flávio Leonardo Santos Campos

Secretário de Administração: Pe. Antônio Luiz de Oliveira

Conselho Fiscal: Pe. José Augusto da Silva, Pe. Paulo Roberto Gonçalves e Pe. Lúcio Marcos Bento

--
P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Frases - Leonardo Boff

"Todo menino quer ser homem, todo homem quer ser rei, todo rei quer ser deus; mas só Deus quis ser menino."
Leonardo Boff

Versículo Bíblico do dia - 29 de dezembro de 2010

"Senhor, penetras de longe meus pensamentos. A palavra ainda não me chegou à língua, e tu, Senhor, já a conhece toda."
Sl 139,2.4

Santo do dia: São Tomás Becket

Em 1155, Henrique II, rei da Inglaterra e de parte da França, nomeou seu chanceler Tomás Becket. Oriundo da Normandia, onde nasceu em 1117, e senhor de grande riqueza, era considerado um dos homens de maior capacidade do seu tempo. Compararam-no a Richelieu, com o qual na realidade se parecia, pelas qualidades de homem de Estado e amor das grandezas. Ficou célebre a visita que fez, em 1158, a Luís VII, rei da França.

Quando vagou a Sé de Canterbury, Henrique II nomeou para ela o chanceler. Tomás foi ordenado sacerdote a 1 de junho de 1162 e sagrado Bispo dois dias depois. Desde então, passou a ser a pessoa mais importante a seguir ao rei e mudou inteiramente de vida, convertendo-se num dos prelados mais austeros.

Convencido de que o cargo de primeiro-ministro e o de príncipe da Inglaterra eram incompatíveis, Tomás pediu demissão do cargo de chanceler, o que descontentou muito o rei. Henrique II ficou ainda mais aborrecido quando, em 1164, por ocasião dos "concílios" de Clarendon e Northampton, o Arcebispo tomou o partido do Papa contra ele. Tomás viu-se obrigado a fugir, disfarçado em irmão leigo, e foi procurar asilo em Compiègne, junto de Luís VII.

Passou, a seguir, à abadia de Pontigny e depois à de Santa Comba, na região de Sens. Decorridos quatro anos, a pedido do Papa e do rei da França, Henrique II acabou por consentir em que Tomás regressasse à Inglaterra. Persuadiu-se de que poderia contar, daí em diante, com a submissão cega do Arcebispo, mas em breve reconheceu que muito se tinha enganado, pois este continuava a defender as prerrogativas da Igreja romana contra as pretensões régias. Desesperado, o rei exclamou um dia: "Malditos sejam os que vivem do meu pão e não me livram deste padre insolente". Quatro cavaleiros tomaram à letra estas palavras, que não eram sem dúvida mais que uma exclamação de desespero. A 29 de dezembro de 1170, à tarde, vieram encontrar-se com Tomás no seu palácio, exigindo que ele levantasse as censuras que tinha imposto. Recusou-se a isso e foi com eles tranquilamente para uma capela lateral da Sé. 

"Morro de boa vontade por Jesus e pela santa Igreja", disse-lhes; e eles abateram-no com as espadas.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Versículo Bíblico do dia

"Alegre-se meu coração na tua salvação e cante ao Senhor pelo bem que me fez."
Sl 13,6

Ano novo, layout novo

Mais um teste. Vamos ver qual vai ficar no final.

--
P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Santo do dia: Santos inocentes

Somente a monstruosidade de uma mente assassina, cruel e desumana, poderia conceber o plano executado pelo sanguinário rei Herodes: eliminar todas os meninos nascidos no mesmo período do nascimento de Jesus para evitar que vivesse o rei dos judeus. Pois foi isso que esse tirano arquitetou e fez. 

Impossível calcular o número de crianças arrancadas dos braços maternos e depois trucidadas. Todos esses pequeninos se tornaram os "santos inocentes", cultuados e venerados pelo Povo de Deus. Eles tiveram seu sangue derramado em nome de Cristo, sem nem mesmo poderem "confessar" sua crença. 

Quem narrou para a história foi o apóstolo Mateus, em seu Evangelho. Os reis magos procuraram Herodes, perguntando onde poderiam encontrar o recém-nascido rei dos judeus para saudá-lo. O rei consultou, então, os sacerdotes e sábios do reino, obtendo a resposta de que ele teria nascido em Belém de Judá, Palestina. 

Herodes, fingindo apoiar os magos em sua missão, pediu-lhes que, depois de encontrarem o "tal rei dos judeus", voltassem e lhe dessem notícias confirmando o fato e o local onde poderia ser encontrado, pois "também queria adorá-lo". 

Claro que os reis do Oriente não traíram Jesus. Depois de visitá-lo na manjedoura, um anjo os visitou em sonho avisando que o Menino-Deus corria perigo de vida e que deveriam voltar para suas terras por outro caminho. O encontro com o rei Herodes devia ser evitado. 

Eles ouviram e obedeceram. Mas o tirano, ao perceber que havia sido enganado, decretou a morte de todos os meninos com menos de dois anos de idade nascidos na região. O decreto foi executado à risca pelos soldados do seu exército. 

A festa aos Santos Inocentes acontece desde o século IV. O culto foi confirmado pelo papa Pio V, agora santo, para marcar o cumprimento de uma das mais antigas profecias, revelada pelo profeta Jeremias: a de que "Raquel choraria a morte de seus filhos" quando o Messias chegasse. 

Esses pequeninos inocentes de tenra idade, de alma pura, escreveram a primeira página do álbum de ouro dos mártires cristãos e mereceram a glória eterna, segundo a promessa de Jesus. A Igreja preferiu indicar a festa dos Santos Inocentes para o dia 28 de dezembro por ser uma data próxima à Natividade de Jesus, uma vez que tudo aconteceu após a visita dos reis magos. A escolha foi proposital, pois quis que os Santinhos Inocentes alegrassem, com sua presença, a manjedoura do Menino Jesus.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ano novo, layout novo

Caros amigos:

Aos poucos vamos retomando o ritmo de postagens. Estou alterando também o layout do blog. Ano novo, layout novo. Vou experimentar vários. Dia 01/01/11 entra o definitivo. Ajude-me a escolher. Abraço.

--
P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Discurso de Dom Manuel Edmilson durante sessão do senado (homem de coragem, graças a Deus!)

Dom Manuel Edmilson *

Adital -
Discurso de Dom Manuel Edmilson da Cruz, Bispo Emérito da Diocese de Limoeiro do Norte - CE, durante a outorga da Comenda de Direitos Humanos Dom Helder Camara, conferida pelo Senado Federal, no dia 21 de dezembro de 2010

A surpresa chegou aos meus ouvidos à noitinha, quinta-feira 16 de dezembro. Como o alvorecer da aurora e a vibração cantante de um bom-dia. Mais que surpresa: era como se alguém de extraordinária generosidade tivesse enfocado uma libélula projetando a sua leveza e levando-a a atingir as proporções de um águia ou de um condor.

Passa por esse crivo o meu cordial agradecimento ao senhor Senador Inácio Arruda, aos seus ilustres Pares que o apoiaram e a todo Congresso Nacional.

Pensei, em vista dos meus oitenta e seis anos, em receber essa honraria por meio de um representante. Mas Congresso Nacional merece respeito. Verdadeiro Congresso Nacional é sinal de verdadeira democracia.

A honrosa condecoração, porém, dos Pais da "Pátria", (como diriam os Romanos "Patres Conscripti"), me faz refletir. Precatórios que se arrastam por décadas; aposentados, idosos com suas aposentadorias reduzidas; salários mínimos que crescem em ritmo de lesmas... depois de três meses de reivindicações e de greves, os condutores de ônibus do transporte coletivo urbano de Fortaleza, dos cerca de 26% de aumento pretendido, mal conseguiram e a duras penas, pouco mais de 6%, quer para a categoria, quer para o povo, principalmente os pobres da quinta maior cidade do nosso Brasil.

Pois é exatamente neste momento que o Congresso Nacional aprova o aumento de 61% dos honorários de seus Parlamentares que em poucos minutos chegam a essa decisão e ao efeito cascata resultante e o impõe ao povo brasileiro, o seu, o nosso povo. O povo brasileiro, hoje de concidadãos e concidadãs, ainda os considera Parlamentares? Graças ao bom Deus há exceções decerto em tudo isso. Mas excetuadas estas, a justiça, a verdade, o pundonor, a dignidade e a altivez do povo brasileiro já tem formado o seu conceito. Quem assim procedeu não é Parlamentar. É para lamentar. Prova disto? Colha na Internet.

Bem verdade é que a realidade não é assim tão simples e a desproporção numérica, um dado inarredável. Já existe - e é de uma grandeza bem aventurada! - o SUS; o Bolsa Família. Aí estão trinta milhões de brasileiros, que da linha de pobreza, às vezes até da indigência, alcançaram a classe média. É verdade a atuação do Ministério da Saúde. Existe o Ministério da Integração Nacional. É verdade! Mas não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta. Maldita realidade desumana, desalmada! Ela já é em si uma maldição. E me faz proclamar em pleno Congresso Nacional, como já o fiz em Assembléia Estadual e em Câmara Municipal: Quem vota em político corrupto está votando na morte! Mesmo que ele paradoxalmente seja também uma pessoa muito boa, um grande homem. Ainda não do porte de um Nelson Mandela que, ao ser empossado Presidente da República do seu país, reduziu em 50% o valor dos seus honorários.

Considerações finais

Senhores e Senhoras,

Sinto-me primeiro, perplexo; depois, decidido. A condecoração hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os Senhores a Senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la! Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, a cidadã contribuintes para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade do seu trabalho. É seu direito exigir justiça e eqüidade em se tratando de honorários e de salários. Se é seu direito e eu aceitar, estou procedendo contra os Direitos Humanos. Perderia todo o sentido este momento histórico. O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isto não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os Direitos Humanos do nosso povo.

A atitude que acabo de assumir, assumo-a com humildade. A todos suplico compreensão e a todos desejo a paz com os meus sinceros votos e uma oração por um abençoado e Feliz Natal e um próspero e Feliz Ano Novo!

DEUS SEJA BENDITO PARA SEMPRE.


Extraído do site: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=53323

Santo do dia: São João, apóstolo e evangelista.

É muito difícil imaginar que esse autor do quarto evangelho e do Apocalípse tenha sido considerado inculto e não douto. Mas foi dessa forma que o sinédrio classificou João, o apóstolo e evangelista, conhecido como "o discípulo que Jesus amava". Ele foi o único apóstolo que esteve com Jesus até a sua morte na cruz. 

João era um dos mais jovens apóstolos de Cristo, irmão do discípulo Tiago Maior, ambos filhos de Zebedeu, rico pescador da Betsaida, e de Salomé, uma das mulheres que colaboravam com os discípulos de Jesus. Assim como seu pai, João era pescador, e teve como mestre João Batista, o qual, depois, o enviou a Jesus. João, Tiago Maior, Pedro e André foram os quatro discípulos que mais participaram do cotidiano de Jesus. 

Costuma ser definido, entre os apóstolos, como homem de elevação espiritual, mais propenso à contemplação do que à ação. Apesar desse temperamento, foi incumbido por Jesus com o maior número de encargos, estando presente em quase todos os momentos e eventos narrados na Bíblia. Estava presente, por exemplo, quando ressuscitou a filha de Jairo, na Transfiguração de Jesus e na sua aflição no Getsêmani. Também na última ceia, durante o processo e, como vimos, foi o único na hora final. Na cruz, Jesus, vendo-o ao lado da Virgem, lhe confiou a tarefa de cuidar da Mãe, Maria. 

Os detalhes que se conhece revelam que, após o Pentecostes, João ficou pregando em Jerusalém. Participou do Concílio de Jerusalém, depois, com Pedro, se transferiu para a Samaria. Mas logo foi viver em Éfeso, na companhia de Nossa Senhora. Dessa cidade, organizou e orientou muitas igrejas da Ásia. Durante o governo do imperador Domiciano, foi preso e exilado na ilha de Patmos, na Grécia, onde escreveu o quarto evangelho, o Apocalipse e as epístolas aos cristãos. 

Diz a tradição que, antes de o imperador Domiciano exilar João, ele teria sido jogado dentro de um caldeirão de óleo fervente. Mas saiu ileso, vivo, sem nenhuma queimadura. João morreu, após muito sofrimento por todas as perseguições que sofreu durante sua vida, por pregar a Palavra de Deus, e foi sepultado em Éfeso. Tinha noventa anos de idade. 

O evangelho de João fala dos mistérios de Jesus, mostrando os discursos do Mestre com uma visão mais aguçada, mais profunda. Enquanto os outros três descrevem Jesus em ação, João nos revela Jesus em comunhão e meditação, ou seja, em toda a sua espiritualidade. Os primeiros escritos de João foram encontrados em fragmentos de papiros no Egito, por isso alguns estudiosos acreditam que ele tenha visitado essas regiões.

-- 
P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Versículo Bíblico do dia

"Jesus respondeu: 'Em verdade, em verdade, te digo: se alguém não nascer do alto, não poderá ver o Reino de Deus!'."
Jo 3,3

Ainda em tempo: desejo a vocês um rico tempo natalino e um fecundo início de ano.

--
P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

sábado, 11 de dezembro de 2010

III Domingo do Advento - Ano A


1ª leitura: Is 35,1-6a.10: A vinda salvadora de Deus transforma a realidade humana, elevando-a em plenitude. A espera desta vinda, portanto, se enche de profunda alegria e nos coloca em preparação para acolher a nova realidade que vem de Deus.

 

2ª leitura: Tg 5,7-10: Este trecho da carta de Tiago está relacionado com o trecho anterior (Tg 5,1-6) que é uma advertência aos ricos em vista do Fim. Neste trecho que hoje lemos, Tiago dirige-se aos pobres, chamando-os à esperança. Com exemplos muito concretos, Tiago fala desta espera.

 

Evangelho: Mt 11,2-11: Este trecho está em profunda relação com a primeira leitura. Lá, Isaías anuncia as obras de Deus em sua vinda no tempo da salvação. Aqui, todas estas obras se cumprem por meio de Jesus. Ele, sendo o Messias, eleva a lei e os profetas à plenitude. João Batista, como representante de toda a espera do povo no Antigo Testamento, faz a pergunta decisiva: "És tu...?".

 

Breve Reflexão: Notaremos neste domingo algumas diferenças na liturgia e nos paramentos que apontam para o sentido deste dia. Chamado pela palavra latina "Gaudete" (= alegrai-vos), este domingo está envolto por um espírito de esperançosa alegria.

Já se aproxima o Natal, a festa da encarnação, ou seja, da proximidade irreversível de Deus com a humanidade. Naquele que constantemente vem ao nosso encontro, experimentamos o cumprimento das promessas de Deus que nos comunicou sua vida pelo seu "Ungido". Assim, a espera pela primeira vinda deve inspirar-nos na esperança da segunda e definitiva vinda.

Sendo assim, percebemos que a primeira leitura, como nos domingos anteriores, nos apresenta mais uma utopia do profeta Isaías, estabelecendo uma dinâmica de "promessa-cumprimento" em Jesus, nos Evangelho. Na segunda leitura, é forte o convite à perseverança até que a realidade de plenitude da segunda vinda se realize. Assim como um lavrador que espera o germinar da semente, o tempo de cultivo... para que possa gozar dos frutos de sua lavoura, nós também aguardamos a vinda definitiva do Senhor, em meio às suas constantes vinda em nossa realidade.

A liturgia hoje é profundamente centrada no Cristo. Se, ao olharmos para o definitivo do plano de Deus não temos medo, mas sim, alegria, é porque o plano divino foi nos revelado em Jesus como amor e ternura. Enquanto aguardamos sua vinda definitiva, neste tempo da esperança em que vivemos, podemos contemplar as maravilhas que são operadas sob o impulso do Espírito de Jesus nas comunidades, provando que, a cada dia, Deus se aproxima mais de nós. Nesta certeza compreendemos um pouquinho mais sobre o centro e o sentido de nossa existência cristã: Deus está próximo de nós.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

II Domingo do Advento - Ano A

1ª leitura: Is 11,1-10: Este capítulo do profeta Isaías situa-se no interior do contexto da espera messiânica. No contexto imediato, parece o texto referir-se ao Rei Ezequias, contudo, a longo prazo, espera-se a vinda de um "ungido" da parte de Deus, descendente da casa de Davi (Jessé, o pai de Davi). Ele virá restituir o reinado de Deus em Israel, o ordenamento querido por Ele, baseado na justiça e na paz. Guiado pelo Senhor, ele será um verdadeiro condutor de seu povo.

 

2ª leitura: Rm 15,4-9: A comunidade sofre com as divisões internas. "Fracos" e "fortes" (escrupulosos e liberais), judeu-cristãos e gentios convertidos. Paulo mostra que Deus chamou a todos em Cristo Jesus. Por isso, apesar das diferenças, todos devem assumir-se mutuamente naquele que é nossa unidade: Jesus que nos leva ao Pai.

 

Evangelho: Mt 3,1-12: O texto é marcado por um profundo chamado à conversão. A vinda do Cristo é sinal do definitivo de Deus que irrompe na história humana. É ele quem batiza com Espírito e com fogo. O anúncio do Reino feito pelo Batista (3,2) e por Jesus (4,17) deve ressoar ainda hoje com grande força no interior de nossas comunidades. Em Cristo, o Reino já está inaugurado, o que nos cabe agora é convertermo-nos a ele.

 

Breve Reflexão: Conversão, esta é a tônica da liturgia deste domingo. Não são apenas aqueles que estão fora da comunidade que precisam se converter, como dizem tantos discursos que ouvimos pelo mundo. Pelo contrário, todos precisam converter-se. A conversão é movimento permanente daquele que se coloca como aprendiz dos caminhos de Deus. É movimento alegre daquele que encontrou o tesouro de sua vida e parte para alcançá-lo. A pregação de João Batista, marcada pelo forte estilo apocalíptico de sua época, desmonta toda e qualquer prerrogativa humana. De nada adianta dizer-se "filho de Abraão" se o coração não se coloca em processo de conversão.

É importante percebermos onde se encontram hoje, em nossas sociedade e cultura, os pontos que exigem de nós conversão pessoal e comunitária. Nosso mundo, muitas vezes marcado pela injustiça, frieza e falta de amor, dista do sonho de Deus para toda a humanidade. É preciso produzir "frutos dignos de conversão" que condigam com aquilo em que acreditamos. O Reino de Deus não é mera utopia, mas realidade instaurada em Cristo, para a qual toda a humanidade é convidada. Em Cristo, toda a humanidade foi reconciliada.

Caminhamos no tempo da esperança. Esperamos realizar-se em nós plenamente a glória daquele que constantemente vem ao nosso encontro. Portanto, temos consciência de que a realização deste plano de Deus não é mera obra humana. É ele quem nos dá a graça de cumprimos isso em seu Filho Jesus. Por isso, desvencilhemo-nos das amarras e corramos ao encontro do Cristo, Messias (cf. oração inicial), utilizando das coisas terrenas não como fins, mas como meios para aderirmos àquelas que realmente são de Deus (cf. oração final).


--
P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.