sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Versículo bíblico do dia

"Eis que faço nova todas as coisas. [...] Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante."
Ap 21,5-6

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Santo do dia: Santa Catarina de Labouré (31 de dezembro)

A chamada "medalha milagrosa" é fruto de uma visão que a religiosa vicentina Catarina Labouré teve da Virgem Maria em 1830. Na visão, a Imaculada apareceu como está na imagem e pronunciou a oração "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós", exatamente como a conhecemos. 

Irmã Catarina foi batizada com o nome de Zoe de Labouré. Filha de uma numerosa família de fazendeiros cristãos, nasceu em 2 de maio de 1806, na região de Borgonha, interior da França. Na infância, ficou órfã de mãe e desde então "adotou Mãe Maria" como sua guia, dedicando-lhe grande devoção. Cresceu estudiosa, obediente e muito piedosa. Aos dezoito anos, a vocação para a vida religiosa era forte, então pediu ao pai para segui-la, mas ele relutou. 

Dada a insistência por anos a fio, ela já estava com vinte e quatro anos, antes de consentir preferiu mandá-la a Paris, para que testasse sua vocação. Chegou em abril de 1830 na cidade, e logo percebeu que estava certa na decisão, pois não se motivou com os encantos da vida agitada da sociedade urbana. Então, em maio, com autorização de seu pai, iniciou o noviciado no Convento das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris mesmo. 

Quando recebeu o hábito das vicentinas, mudou o nome para irmã Catarina. A jovem noviça impressionava pelo fervor com que rezava na capela das vicentinas, diante do relicário de são Vicente de Paulo, onde tinha constantes visões. Contou ao confessor que primeiro lhe apareceu várias vezes o fundador, depois as visões foram substituídas por Jesus eucarístico e Cristo Rei, em junho do mesmo ano. Orientada pelo confessor, continuou com as orações, mas anotando tudo o que lhe acontecia nesses períodos. Assim fez, e continuou o seu trabalho num hospital de Paris. 

Em junho, sempre de 1830, teve um ciclo de cinco aparições da Imaculada da medalha milagrosa, sendo três consideradas mais significativas. A primeira delas foi na noite de 18 de junho, quanto veio um anjo e a conduziu à capela da Casa-mãe, onde Catarina conversou mais de duas horas com Nossa Senhora, que avisou sobre os novos encontros. 

Ela voltou a aparecer em novembro e dezembro. A que mais chamou a atenção foi a de 27 de novembro, quando veio em duas seqüências, que, por uma intuição interior, Catarina pensou em cunhar numa medalha. Foi assim que surgiram as primeiras, em junho do ano seguinte. Também foi criada a Associação das Filhas de Maria Imaculada, que propagou o culto a Nossa Senhora Imaculada através da medalha. Desde aquela época, passou a ser conhecida como "a medalha milagrosa", pelas centenas de curas, graças e conversões que produziu por intercessão de Maria. 

Depois disso, as visões terminaram. Catarina Labouré morreu em 31 de dezembro de 1876, em Paris, onde trabalhou quarenta e cinco anos, no mesmo hospital designado desde o início de sua missão de religiosa vicentina. 

Foi beatificada, em 1933, pelo papa Pio XI e canonizada pelo papa Pio XII em 1947. Seu corpo está guardado num esquife de cristal na capela onde ocorreram as aparições. Para a família vicentina, o Vaticano autorizou uma festa no dia 28 de novembro. A celebração universal a santa Catarina Labouré foi marcada no dia de sua morte pela Igreja de Roma.

Santo do dia: São Rugero

Rugero nasceu entre 1060 e 1070, na célebre e antiga cidade italiana de Cane. O seu nome, de origem normanda, sugere que seja essa a sua origem. Além dessas poucas referências imprecisas, nada mais se sabe sobre sua vida na infância e juventude. Mas ele era respeitado, pelos habitantes da cidade, como um homem trabalhador, bom, caridoso e muito penitente. Quando o bispo de Cane morreu, os fiéis quiseram que Rugero ficasse no seu lugar de pastor. E foi o que aconteceu: aos trinta anos de idade, ele foi consagrado bispo de Cane. 

No século II, essa cidade havia sido destruída pelo imperador Aníbal, quando expulsou o exército romano. Depois, ela retomou sua importância no período medieval, sendo até mesmo uma sede episcopal. No século XI, mais precisamente em 1083, por causa da rivalidade entre o conde de Cane e o duque de Puglia, localidade vizinha, a cidade ficou novamente em ruínas. 

O bispo Rugero assumiu a direção da diocese dentro de um clima de prostração geral. 

Assim, depois desse desastre, seu primeiro dever era tratar da sobrevivência da população abatida pelo flagelo das epidemias do pós-guerra. Ele transformou a sua sede numa hospedaria aberta dia e noite, para abrigar viajantes, peregrinos e as viúvas com seus órfãos. Possuindo o dom da cura, socorria a todos, incansável, andando por todos os cantos, descalço. Doava tudo o que fosse possível e a sua carruagem era usada apenas para transportar os doentes e as crianças. 

Todavia esse século também foi um período conturbado para a história da Igreja. Com excessivo poder civil estava dividida entre religiosos corruptos e os que viviam em santidade. Rugero estava entre os que entendiam o episcopado como uma missão e não como uma posição de prestígio para ser usada em benefício próprio. Vivia para o seu rebanho, seguindo o ensinamento de são Paulo: "Tudo para todos". 

Por tudo isso e por seus dons de conselho e sabedoria, no seu tempo foi estimado por dois papas: Pascoal II e Celásio II. Para ambos, executou missões delicadas e os aconselhou nas questões das rivalidades internas da Igreja, que tentava iniciar sua renovação. 

Entrou rico de merecimentos no Reino de Deus, no dia 30 de dezembro de 1129, em Cane, onde foi sepultado na catedral. Considerado taumaturgo em vida, pelos prodígios que promovia com a força de suas orações, logo depois de sua morte os devotos divulgaram a sua santidade. 

No século XVIII, a cidade de Cane praticamente já não existia. A população se transferira para outra mais próspera, Barleta. Mas eles já cultuavam o querido bispo Rugero como santo. Pediram a transferência das suas relíquias para a igreja de Santa Maria Maior, em Barleta. Depois, foi acolhido na sepultura definitiva na igreja do Mosteiro de Santo Estêvão, atual Santuário de São Rugero. Os devotos o veneram no dia de sua morte como o bispo de Cane e o padroeiro de Barleta. Em 1946, são Rugero foi canonizado pela Igreja.


Fonte: http://www.paulinas.org.br/diafeliz/santo.aspx?Dia=30&Mes=12

Versículo bíblico do dia

"Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens."
Jo 1,4

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Epifania do Senhor - Comentário à liturgia da Palavra de 02 de janeiro de 2011


1ª leitura: Is 60,1-6: Is 9,1 anunciou um novo tempo para Israel, um tempo de esperança, mesmo em meio ao contexto desolador causado pela série de deportações que despovoaram a Galiléia em 732a.C. Cerca de 200 anos depois, um discípulo da escola de Isaías retoma a imagem no contexto da reconstrução de Israel. É uma mensagem carregada de esperança pelo retorno daqueles que foram exilados. As nações devolvem a Israel seus filhos e filhas que ainda vivem no estrangeiro, e oferecem suas riquezas ao Deus que realmente salva o seu povo. No contexto dos Evangelhos, as nações tomam figura nos magos que vêm do Oriente. A profecia se realiza. Para eles, o Cristo aparece como "luz misteriosa".

 

2ª leitura: Ef 3,2-3a.5-6: A promessa de Deus se dirige, primeiramente, a Israel. Contudo, o projeto salvífico de Deus vai mais além. Israel é chamada a ser "luz para as nações", lugar tenente da manifestação de Deus para toda a humanidade. Os antigos profetas bem o sabiam, mas o judaísmo contemporâneo de Jesus se esqueceu. Paulo aprendeu esta realidade maior de Deus e mudou seus paradigmas. Os gentios também são chamados à paz que nos vem pelo Messias de Deus. Paulo percebe isso como sua missão pessoal: levar a boa-notícia de Deus aos pagãos.

 

Evangelho:  Mt 2,1-12: A leitura global do evangelho de Mateus nos revela uma profunda realidade da fé: a salvação não está restrita a determinado grupo, judeu ou gentio, mas o que realmente importa é a fé. Os doutos de Israel bem sabiam aonde o Messias nasceria, mas fecharam os olhos à estrela da fé que conduz ao menino. O início com a visita dos magos do Oriente e o fechamento com a missão de evangelizar "todas as nações" (28,18-20) dizem desta verdade.

 

Breve Reflexão: Deus veio nos visitar! Na simplicidade de um menino, assume a realidade humana para eleva a uma dignidade filial. No Mistério do Cristo, Deus abraça a humanidade em sua luz resplandecente. Na liturgia da festa da Epifania ("manifestação") de Deus, o símbolo da luz retorna com toda a sua força. "O sol nascente nos veio visitar, lá do alto como luz resplandecente". Uma luz que não que ilumina a todo o homem que vem a esta terra, concedendo-lhe vida.

A universalidade da salvação é cantada a plenos pulmões nesta liturgia. Deus não é de uns poucos, mas se aproxima de todos para ser acolhido pela fé. Os magos do Oriente apontam para esta universalidade; Paulo nos diz dela ao falar de sua missão; o profeta nos convida a participar desta esperança de Deus. Que maravilhosa realidade!

Aquele que bem compreendeu isto, passa a se ver como a pequena Belém, pequeno povoado que nem constava no mapa dos reis vindos do Oriente, mas que se torna, pela ação de Deus, testemunha para o mundo da grandiosidade da Encarnação. Não a Roma dos "césares", nem a Jerusalém de Herodes, mas a pequena Belém. Não o coração soberbo que quer dominar até a Deus, mas o coração simples que se abre como lugar da graça para os outros pela presença de Cristo.

O "todo-poderoso" se fez "não-poder" na simplicidade e precariedade de uma criança pobre. Enquanto Herodes opta pela morte, usando seu poder para passar a fio de espada inocentes, Deus se faz pequeno e manifesta seu poder que opta pela vida humana. Onde sofre um irmão pelos poderes da morte coordenados pelos homens, muitas vezes institucionalizados em nossa sociedade, sofre aí o menino Jesus em sua opção pela vida.

Encerro com uma bela frase do teólogo Leonardo Boff: "Todo menino quer ser homem, todo homem quer ser rei, todo rei quer ser deus; mas só Deus quis ser menino". Que Ele nos livre da violência e da prepotência!

 

Pe. Maikel P. Dalbem

Twitter: @dalbemcssr

"Votos"

Mexendo nas minhas coisas, achei este belo texto do jornalista gaúcho Sérgio Jockymann. Achei muito lúcido. Meditei-o bastante. Boas festas! Feliz começo de 2011!

" OS VOTOS "

" Pois, desejo primeiro que você ame e que amando, seja também amado,
E que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo depois que não seja só, mas que se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos e que, mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis,
E que em pelo menos um deles você possa confiar, que confiando, não duvide de sua confiança.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas
E que entre eles haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiadamente seguro.

Desejo, depois, que você seja útil, não insubstituivelmente útil,
Mas razoavelmente útil. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé. Desejo ainda que você seja tolerante,
não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com aqueles que erram muito e irremediavelmente,
E que essa tolerância não se transforme em aplauso nem em permissividade,
Para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais e que, sendo maduro,
não insista em rejuvenescer e que, sendo velho, não se dedique a desesperar.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
é preciso deixar que eles escorram dentro de nós.

Desejo, por sinal, que você seja triste, mas não o ano todo,
nem em um mês e muito menos numa semana, mas apenas por um dia.
Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom,
o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo,
Talvez agora mesmo, mas se for impossível, amanhã de manhã,
que existem oprimidos, injustiçados e infelizes,
e que estão à sua volta, porque seu pai aceitou conviver com eles.
E que eles continuarão à volta de seus filhos, se você achar a convivência inevitável.

Desejo ainda que você afague um gato, que alimente um cão
e ouça pelo menos um joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal.
Porque assim você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
por mais ridícula que seja, e acompanhe o seu crescimento dia-a-dia,
para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que, pelo menos uma vez por ano, você ponha uma porção dele na sua frente e diga:
Isso é meu. Só para que fique bem claro quem é dono de quem.

Desejo ainda que você seja frugal, não inteiramente frugal,
não obcecadamente frugal, mas apenas usualmente frugal.
Mas que esse frugalismo não impeça você de abusar quando o abuso se impõe.

Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você.
Mas que, se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.

Desejo, por fim, que sendo mulher você tenha um bom homem,
E que sendo homem, tenha uma boa mulher.
E que se amem hoje, amanhã, depois, no dia seguinte, mais uma vez,
E novamente, de agora até o próximo ano acabar,
E que quando estiverem exaustos e sorridentes,
ainda tenham amor para recomeçar.

E se isso só acontecer, não tenho mais nada para desejar. "

( Sergio Jockymann)

Posse do Governo Provincial 2011-2014

Acontece no próximo domingo, às 10h, na Igreja da Glória, a posse do Novo Governo da Província Redentorista MG-RJ-ES. O novo Governo Provincial para o quadriênio 2011-2014 foi eleito durante assembleia que aconteceu em novembro. Pe. Vicente de Paula Ferreira foi reeleito para o terceiro mandato consecutivo e como Vigário Provincial, foi escolhido o Pe. José do Carmo Zambom. Para secretário de comunicação, foi escolhido o pároco da Igreja da Glória, Padre Flávio Leonardo S. Campos, CSsR.

Como fica o novo Governo Provincial:

Superior Provincial: Pe. Vicente de Paula Ferreira

Vigário Provincial: Pe. José do Carmo Zambom

Conselho Provincial: Pe. Nelson Antônio Linhares, Pe. José Raimundo Vidigal e Pe. Maikel Pablo Dalbem

Secretário de Pastoral: Pe. José Cláudio Teixeira

Secretário de Vida Consagrada: Pe. Dalton Barros de Almeida

Secretário de Comunicação: Pe. Flávio Leonardo Santos Campos

Secretário de Administração: Pe. Antônio Luiz de Oliveira

Conselho Fiscal: Pe. José Augusto da Silva, Pe. Paulo Roberto Gonçalves e Pe. Lúcio Marcos Bento

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Frases - Leonardo Boff

"Todo menino quer ser homem, todo homem quer ser rei, todo rei quer ser deus; mas só Deus quis ser menino."
Leonardo Boff

Versículo Bíblico do dia - 29 de dezembro de 2010

"Senhor, penetras de longe meus pensamentos. A palavra ainda não me chegou à língua, e tu, Senhor, já a conhece toda."
Sl 139,2.4

Santo do dia: São Tomás Becket

Em 1155, Henrique II, rei da Inglaterra e de parte da França, nomeou seu chanceler Tomás Becket. Oriundo da Normandia, onde nasceu em 1117, e senhor de grande riqueza, era considerado um dos homens de maior capacidade do seu tempo. Compararam-no a Richelieu, com o qual na realidade se parecia, pelas qualidades de homem de Estado e amor das grandezas. Ficou célebre a visita que fez, em 1158, a Luís VII, rei da França.

Quando vagou a Sé de Canterbury, Henrique II nomeou para ela o chanceler. Tomás foi ordenado sacerdote a 1 de junho de 1162 e sagrado Bispo dois dias depois. Desde então, passou a ser a pessoa mais importante a seguir ao rei e mudou inteiramente de vida, convertendo-se num dos prelados mais austeros.

Convencido de que o cargo de primeiro-ministro e o de príncipe da Inglaterra eram incompatíveis, Tomás pediu demissão do cargo de chanceler, o que descontentou muito o rei. Henrique II ficou ainda mais aborrecido quando, em 1164, por ocasião dos "concílios" de Clarendon e Northampton, o Arcebispo tomou o partido do Papa contra ele. Tomás viu-se obrigado a fugir, disfarçado em irmão leigo, e foi procurar asilo em Compiègne, junto de Luís VII.

Passou, a seguir, à abadia de Pontigny e depois à de Santa Comba, na região de Sens. Decorridos quatro anos, a pedido do Papa e do rei da França, Henrique II acabou por consentir em que Tomás regressasse à Inglaterra. Persuadiu-se de que poderia contar, daí em diante, com a submissão cega do Arcebispo, mas em breve reconheceu que muito se tinha enganado, pois este continuava a defender as prerrogativas da Igreja romana contra as pretensões régias. Desesperado, o rei exclamou um dia: "Malditos sejam os que vivem do meu pão e não me livram deste padre insolente". Quatro cavaleiros tomaram à letra estas palavras, que não eram sem dúvida mais que uma exclamação de desespero. A 29 de dezembro de 1170, à tarde, vieram encontrar-se com Tomás no seu palácio, exigindo que ele levantasse as censuras que tinha imposto. Recusou-se a isso e foi com eles tranquilamente para uma capela lateral da Sé. 

"Morro de boa vontade por Jesus e pela santa Igreja", disse-lhes; e eles abateram-no com as espadas.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Versículo Bíblico do dia

"Alegre-se meu coração na tua salvação e cante ao Senhor pelo bem que me fez."
Sl 13,6

Ano novo, layout novo

Mais um teste. Vamos ver qual vai ficar no final.

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Santo do dia: Santos inocentes

Somente a monstruosidade de uma mente assassina, cruel e desumana, poderia conceber o plano executado pelo sanguinário rei Herodes: eliminar todas os meninos nascidos no mesmo período do nascimento de Jesus para evitar que vivesse o rei dos judeus. Pois foi isso que esse tirano arquitetou e fez. 

Impossível calcular o número de crianças arrancadas dos braços maternos e depois trucidadas. Todos esses pequeninos se tornaram os "santos inocentes", cultuados e venerados pelo Povo de Deus. Eles tiveram seu sangue derramado em nome de Cristo, sem nem mesmo poderem "confessar" sua crença. 

Quem narrou para a história foi o apóstolo Mateus, em seu Evangelho. Os reis magos procuraram Herodes, perguntando onde poderiam encontrar o recém-nascido rei dos judeus para saudá-lo. O rei consultou, então, os sacerdotes e sábios do reino, obtendo a resposta de que ele teria nascido em Belém de Judá, Palestina. 

Herodes, fingindo apoiar os magos em sua missão, pediu-lhes que, depois de encontrarem o "tal rei dos judeus", voltassem e lhe dessem notícias confirmando o fato e o local onde poderia ser encontrado, pois "também queria adorá-lo". 

Claro que os reis do Oriente não traíram Jesus. Depois de visitá-lo na manjedoura, um anjo os visitou em sonho avisando que o Menino-Deus corria perigo de vida e que deveriam voltar para suas terras por outro caminho. O encontro com o rei Herodes devia ser evitado. 

Eles ouviram e obedeceram. Mas o tirano, ao perceber que havia sido enganado, decretou a morte de todos os meninos com menos de dois anos de idade nascidos na região. O decreto foi executado à risca pelos soldados do seu exército. 

A festa aos Santos Inocentes acontece desde o século IV. O culto foi confirmado pelo papa Pio V, agora santo, para marcar o cumprimento de uma das mais antigas profecias, revelada pelo profeta Jeremias: a de que "Raquel choraria a morte de seus filhos" quando o Messias chegasse. 

Esses pequeninos inocentes de tenra idade, de alma pura, escreveram a primeira página do álbum de ouro dos mártires cristãos e mereceram a glória eterna, segundo a promessa de Jesus. A Igreja preferiu indicar a festa dos Santos Inocentes para o dia 28 de dezembro por ser uma data próxima à Natividade de Jesus, uma vez que tudo aconteceu após a visita dos reis magos. A escolha foi proposital, pois quis que os Santinhos Inocentes alegrassem, com sua presença, a manjedoura do Menino Jesus.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ano novo, layout novo

Caros amigos:

Aos poucos vamos retomando o ritmo de postagens. Estou alterando também o layout do blog. Ano novo, layout novo. Vou experimentar vários. Dia 01/01/11 entra o definitivo. Ajude-me a escolher. Abraço.

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Discurso de Dom Manuel Edmilson durante sessão do senado (homem de coragem, graças a Deus!)

Dom Manuel Edmilson *

Adital -
Discurso de Dom Manuel Edmilson da Cruz, Bispo Emérito da Diocese de Limoeiro do Norte - CE, durante a outorga da Comenda de Direitos Humanos Dom Helder Camara, conferida pelo Senado Federal, no dia 21 de dezembro de 2010

A surpresa chegou aos meus ouvidos à noitinha, quinta-feira 16 de dezembro. Como o alvorecer da aurora e a vibração cantante de um bom-dia. Mais que surpresa: era como se alguém de extraordinária generosidade tivesse enfocado uma libélula projetando a sua leveza e levando-a a atingir as proporções de um águia ou de um condor.

Passa por esse crivo o meu cordial agradecimento ao senhor Senador Inácio Arruda, aos seus ilustres Pares que o apoiaram e a todo Congresso Nacional.

Pensei, em vista dos meus oitenta e seis anos, em receber essa honraria por meio de um representante. Mas Congresso Nacional merece respeito. Verdadeiro Congresso Nacional é sinal de verdadeira democracia.

A honrosa condecoração, porém, dos Pais da "Pátria", (como diriam os Romanos "Patres Conscripti"), me faz refletir. Precatórios que se arrastam por décadas; aposentados, idosos com suas aposentadorias reduzidas; salários mínimos que crescem em ritmo de lesmas... depois de três meses de reivindicações e de greves, os condutores de ônibus do transporte coletivo urbano de Fortaleza, dos cerca de 26% de aumento pretendido, mal conseguiram e a duras penas, pouco mais de 6%, quer para a categoria, quer para o povo, principalmente os pobres da quinta maior cidade do nosso Brasil.

Pois é exatamente neste momento que o Congresso Nacional aprova o aumento de 61% dos honorários de seus Parlamentares que em poucos minutos chegam a essa decisão e ao efeito cascata resultante e o impõe ao povo brasileiro, o seu, o nosso povo. O povo brasileiro, hoje de concidadãos e concidadãs, ainda os considera Parlamentares? Graças ao bom Deus há exceções decerto em tudo isso. Mas excetuadas estas, a justiça, a verdade, o pundonor, a dignidade e a altivez do povo brasileiro já tem formado o seu conceito. Quem assim procedeu não é Parlamentar. É para lamentar. Prova disto? Colha na Internet.

Bem verdade é que a realidade não é assim tão simples e a desproporção numérica, um dado inarredável. Já existe - e é de uma grandeza bem aventurada! - o SUS; o Bolsa Família. Aí estão trinta milhões de brasileiros, que da linha de pobreza, às vezes até da indigência, alcançaram a classe média. É verdade a atuação do Ministério da Saúde. Existe o Ministério da Integração Nacional. É verdade! Mas não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta. Maldita realidade desumana, desalmada! Ela já é em si uma maldição. E me faz proclamar em pleno Congresso Nacional, como já o fiz em Assembléia Estadual e em Câmara Municipal: Quem vota em político corrupto está votando na morte! Mesmo que ele paradoxalmente seja também uma pessoa muito boa, um grande homem. Ainda não do porte de um Nelson Mandela que, ao ser empossado Presidente da República do seu país, reduziu em 50% o valor dos seus honorários.

Considerações finais

Senhores e Senhoras,

Sinto-me primeiro, perplexo; depois, decidido. A condecoração hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os Senhores a Senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la! Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, a cidadã contribuintes para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade do seu trabalho. É seu direito exigir justiça e eqüidade em se tratando de honorários e de salários. Se é seu direito e eu aceitar, estou procedendo contra os Direitos Humanos. Perderia todo o sentido este momento histórico. O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isto não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os Direitos Humanos do nosso povo.

A atitude que acabo de assumir, assumo-a com humildade. A todos suplico compreensão e a todos desejo a paz com os meus sinceros votos e uma oração por um abençoado e Feliz Natal e um próspero e Feliz Ano Novo!

DEUS SEJA BENDITO PARA SEMPRE.


Extraído do site: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=53323

Santo do dia: São João, apóstolo e evangelista.

É muito difícil imaginar que esse autor do quarto evangelho e do Apocalípse tenha sido considerado inculto e não douto. Mas foi dessa forma que o sinédrio classificou João, o apóstolo e evangelista, conhecido como "o discípulo que Jesus amava". Ele foi o único apóstolo que esteve com Jesus até a sua morte na cruz. 

João era um dos mais jovens apóstolos de Cristo, irmão do discípulo Tiago Maior, ambos filhos de Zebedeu, rico pescador da Betsaida, e de Salomé, uma das mulheres que colaboravam com os discípulos de Jesus. Assim como seu pai, João era pescador, e teve como mestre João Batista, o qual, depois, o enviou a Jesus. João, Tiago Maior, Pedro e André foram os quatro discípulos que mais participaram do cotidiano de Jesus. 

Costuma ser definido, entre os apóstolos, como homem de elevação espiritual, mais propenso à contemplação do que à ação. Apesar desse temperamento, foi incumbido por Jesus com o maior número de encargos, estando presente em quase todos os momentos e eventos narrados na Bíblia. Estava presente, por exemplo, quando ressuscitou a filha de Jairo, na Transfiguração de Jesus e na sua aflição no Getsêmani. Também na última ceia, durante o processo e, como vimos, foi o único na hora final. Na cruz, Jesus, vendo-o ao lado da Virgem, lhe confiou a tarefa de cuidar da Mãe, Maria. 

Os detalhes que se conhece revelam que, após o Pentecostes, João ficou pregando em Jerusalém. Participou do Concílio de Jerusalém, depois, com Pedro, se transferiu para a Samaria. Mas logo foi viver em Éfeso, na companhia de Nossa Senhora. Dessa cidade, organizou e orientou muitas igrejas da Ásia. Durante o governo do imperador Domiciano, foi preso e exilado na ilha de Patmos, na Grécia, onde escreveu o quarto evangelho, o Apocalipse e as epístolas aos cristãos. 

Diz a tradição que, antes de o imperador Domiciano exilar João, ele teria sido jogado dentro de um caldeirão de óleo fervente. Mas saiu ileso, vivo, sem nenhuma queimadura. João morreu, após muito sofrimento por todas as perseguições que sofreu durante sua vida, por pregar a Palavra de Deus, e foi sepultado em Éfeso. Tinha noventa anos de idade. 

O evangelho de João fala dos mistérios de Jesus, mostrando os discursos do Mestre com uma visão mais aguçada, mais profunda. Enquanto os outros três descrevem Jesus em ação, João nos revela Jesus em comunhão e meditação, ou seja, em toda a sua espiritualidade. Os primeiros escritos de João foram encontrados em fragmentos de papiros no Egito, por isso alguns estudiosos acreditam que ele tenha visitado essas regiões.

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Versículo Bíblico do dia

"Jesus respondeu: 'Em verdade, em verdade, te digo: se alguém não nascer do alto, não poderá ver o Reino de Deus!'."
Jo 3,3

Ainda em tempo: desejo a vocês um rico tempo natalino e um fecundo início de ano.

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

sábado, 11 de dezembro de 2010

III Domingo do Advento - Ano A


1ª leitura: Is 35,1-6a.10: A vinda salvadora de Deus transforma a realidade humana, elevando-a em plenitude. A espera desta vinda, portanto, se enche de profunda alegria e nos coloca em preparação para acolher a nova realidade que vem de Deus.

 

2ª leitura: Tg 5,7-10: Este trecho da carta de Tiago está relacionado com o trecho anterior (Tg 5,1-6) que é uma advertência aos ricos em vista do Fim. Neste trecho que hoje lemos, Tiago dirige-se aos pobres, chamando-os à esperança. Com exemplos muito concretos, Tiago fala desta espera.

 

Evangelho: Mt 11,2-11: Este trecho está em profunda relação com a primeira leitura. Lá, Isaías anuncia as obras de Deus em sua vinda no tempo da salvação. Aqui, todas estas obras se cumprem por meio de Jesus. Ele, sendo o Messias, eleva a lei e os profetas à plenitude. João Batista, como representante de toda a espera do povo no Antigo Testamento, faz a pergunta decisiva: "És tu...?".

 

Breve Reflexão: Notaremos neste domingo algumas diferenças na liturgia e nos paramentos que apontam para o sentido deste dia. Chamado pela palavra latina "Gaudete" (= alegrai-vos), este domingo está envolto por um espírito de esperançosa alegria.

Já se aproxima o Natal, a festa da encarnação, ou seja, da proximidade irreversível de Deus com a humanidade. Naquele que constantemente vem ao nosso encontro, experimentamos o cumprimento das promessas de Deus que nos comunicou sua vida pelo seu "Ungido". Assim, a espera pela primeira vinda deve inspirar-nos na esperança da segunda e definitiva vinda.

Sendo assim, percebemos que a primeira leitura, como nos domingos anteriores, nos apresenta mais uma utopia do profeta Isaías, estabelecendo uma dinâmica de "promessa-cumprimento" em Jesus, nos Evangelho. Na segunda leitura, é forte o convite à perseverança até que a realidade de plenitude da segunda vinda se realize. Assim como um lavrador que espera o germinar da semente, o tempo de cultivo... para que possa gozar dos frutos de sua lavoura, nós também aguardamos a vinda definitiva do Senhor, em meio às suas constantes vinda em nossa realidade.

A liturgia hoje é profundamente centrada no Cristo. Se, ao olharmos para o definitivo do plano de Deus não temos medo, mas sim, alegria, é porque o plano divino foi nos revelado em Jesus como amor e ternura. Enquanto aguardamos sua vinda definitiva, neste tempo da esperança em que vivemos, podemos contemplar as maravilhas que são operadas sob o impulso do Espírito de Jesus nas comunidades, provando que, a cada dia, Deus se aproxima mais de nós. Nesta certeza compreendemos um pouquinho mais sobre o centro e o sentido de nossa existência cristã: Deus está próximo de nós.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

II Domingo do Advento - Ano A

1ª leitura: Is 11,1-10: Este capítulo do profeta Isaías situa-se no interior do contexto da espera messiânica. No contexto imediato, parece o texto referir-se ao Rei Ezequias, contudo, a longo prazo, espera-se a vinda de um "ungido" da parte de Deus, descendente da casa de Davi (Jessé, o pai de Davi). Ele virá restituir o reinado de Deus em Israel, o ordenamento querido por Ele, baseado na justiça e na paz. Guiado pelo Senhor, ele será um verdadeiro condutor de seu povo.

 

2ª leitura: Rm 15,4-9: A comunidade sofre com as divisões internas. "Fracos" e "fortes" (escrupulosos e liberais), judeu-cristãos e gentios convertidos. Paulo mostra que Deus chamou a todos em Cristo Jesus. Por isso, apesar das diferenças, todos devem assumir-se mutuamente naquele que é nossa unidade: Jesus que nos leva ao Pai.

 

Evangelho: Mt 3,1-12: O texto é marcado por um profundo chamado à conversão. A vinda do Cristo é sinal do definitivo de Deus que irrompe na história humana. É ele quem batiza com Espírito e com fogo. O anúncio do Reino feito pelo Batista (3,2) e por Jesus (4,17) deve ressoar ainda hoje com grande força no interior de nossas comunidades. Em Cristo, o Reino já está inaugurado, o que nos cabe agora é convertermo-nos a ele.

 

Breve Reflexão: Conversão, esta é a tônica da liturgia deste domingo. Não são apenas aqueles que estão fora da comunidade que precisam se converter, como dizem tantos discursos que ouvimos pelo mundo. Pelo contrário, todos precisam converter-se. A conversão é movimento permanente daquele que se coloca como aprendiz dos caminhos de Deus. É movimento alegre daquele que encontrou o tesouro de sua vida e parte para alcançá-lo. A pregação de João Batista, marcada pelo forte estilo apocalíptico de sua época, desmonta toda e qualquer prerrogativa humana. De nada adianta dizer-se "filho de Abraão" se o coração não se coloca em processo de conversão.

É importante percebermos onde se encontram hoje, em nossas sociedade e cultura, os pontos que exigem de nós conversão pessoal e comunitária. Nosso mundo, muitas vezes marcado pela injustiça, frieza e falta de amor, dista do sonho de Deus para toda a humanidade. É preciso produzir "frutos dignos de conversão" que condigam com aquilo em que acreditamos. O Reino de Deus não é mera utopia, mas realidade instaurada em Cristo, para a qual toda a humanidade é convidada. Em Cristo, toda a humanidade foi reconciliada.

Caminhamos no tempo da esperança. Esperamos realizar-se em nós plenamente a glória daquele que constantemente vem ao nosso encontro. Portanto, temos consciência de que a realização deste plano de Deus não é mera obra humana. É ele quem nos dá a graça de cumprimos isso em seu Filho Jesus. Por isso, desvencilhemo-nos das amarras e corramos ao encontro do Cristo, Messias (cf. oração inicial), utilizando das coisas terrenas não como fins, mas como meios para aderirmos àquelas que realmente são de Deus (cf. oração final).


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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

XXXIII Domingo do Tempo Comum - Ano C

Mesmo com atraso, resolvi postar...

XXXIII Domingo do Tempo Comum – Ano C

 

1ª leitura: Ml 3,19-20a: O profeta se encontra nos tempos logo após o exílio babilônico. São tempos difíceis. Embora o Templo tenha sido reconstruído, ainda não havia chegado o tempo de paz esperado. Os justos já estavam se cansando de ver prosperar os ímpios. Ao mesmo tempo em que o profeta denuncia os erros dos ímpios, ele também consola os justos. Pintado com cores apocalípticas, ela anuncia o "dia do Senhor", dia de salvação e justiça.

 

2ª leitura: 2Ts 3,7-12: Rompendo com todas as fantasias daqueles que, paralisados, esperavam o fim dos tempos, Paulo diz: "Quem não trabalha, também não coma". Ele mesmo dá o exemplo.

 

Evangelho: Lc 21,5-19: Falar de uma destruição do Templo para um judeu, era falar do fim do mundo. Por isso a pergunta que fizeram a Jesus. Sua resposta vem recheada de imagens que fazem pensar no fim, principalmente a destruição do Templo. Porém, "o fim não vem em seguida" (no tempo de Lucas, o Templo já havia sido destruído), não se deve ir atrás de qualquer fanático que se diz o "Messias". As imagens repletas de catástrofes nos falam do definitivo instaurado com a vinda de Jesus, o Filho do Homem, para a História do Mundo. Ele é o representante escatológico de Deus. É dele a última palavra; para este momento vamos nos preparando na fidelidade do dia-a-dia.

 

Breve Reflexão: Quanto mais se aproxima o final do ano litúrgico, o tom escatológico da liturgia da palavra vai ficando mais claro. As imagens que o evangelista Lucas evoca falam do fim. Contudo, a grande preocupação não está nem momento, nem na forma deste fim, mas na finalidade da existência humana e do mundo. As palavras que poderiam resumir o conjunto de leituras de hoje são "perseverança" e "fidelidade".

Perseverança, pois encontramos somente no Cristo a verdade última de nossas existências. É somente no seu caminho que nossa vida se realiza plenamente. Assim, é preciso estar bem atento, pois nossa cultura anda repleta de falsos messianismos. Tantas coisas efêmeras como nós, mas que acabam ganhando ares de eterno. É preciso a constância e a sabedoria do Espírito.

Fidelidade, pois vamos cultivando este eterno e definitivo de Deus, que é Jesus, em nosso meio. De nada adianta viver olhando para os céus e de braços cruzados. A realidade do Reino é algo que já experimentamos e buscamos viver em nosso meio através de nossas ações.

Vivemos agora o tempo da esperança. Caminhamos rumo a esta finalidade e esperamos no juízo, na justeza de Deus quando o mundo for acolhido por ele em um abraço em seus braços amorosos, eliminando tudo aquilo que não é vida. Sabedores deste fim, seguimos perseverantes e fiéis pelos caminhos da história.

Que Deus nos abençoe nesta constante tarefa de nos fazermos segundo a sua vontade e graça!


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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Versículo Bíblico do dia...

"Quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem sensato que construiu sua casa sobre a rocha."
Mt 7,24

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Versículo Bíblico do dia...

"Louvem o Senhor por sua bondade e por suas maravilhas em favor dos homens. Pois saciou quem tinha sede, e cumulou de bens os que tinham fome."
Sl 107,8-9

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Aniversário de 278 anos da Congregação Redentorista

Hoje é dia de festa para nós redentoristas. Confira o artigo do noviço redentorista de nossa província, Paulo Roberto de Morais Júnior: http://www.provinciadorio.org.br/?pagina=artigo&id=415

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Versículo Bíblico do dia

"Não abandones a Sabedoria, e ela te guardará; ama-a, e ela te protegerá."
Pr 4,6

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Finados: saudade e louvor

Com certeza, um misto de sentimentos compõe o nosso ser neste dia. Saudade e louvor habitam nosso coração. Saudade por não ter mais presente fisicamente ao nosso lado aquelas pessoas que tanto amamos e que já partiram para o abraço amoroso de Deus que é a eternidade. Louvor a Deus porque estes fizeram parte de nossas histórias, enriquecendo-as com seu jeito singular.
Esta saudade e este louvor baseiam-se sobre a esperança maior de que a nossa vida não termina com a morte, mas é transformada junto da Trindade. Portanto, guarda-nos a certeza de que, em Cristo Jesus, estamos em comunhão com eles, e que esperamos nosso reencontro em Deus, quando também nós partirmos.
Sendo assim, o dia de hoje não é um dia apenas de lágrimas de dor, mas também de reconhecimento do dom de Deus que estas pessoas foram para nossas vidas. Louvar a Deus na memória agradecida por sua presença em cada um destes que tocaram nossas histórias e as embelezaram com um pouquinho de suas vidas.
Não somos seres solitários e sem memória. Nossas histórias se formam no entrelaçamento de diversas outras histórias, finitas como as nossas, mas que se eternizam nas marcas que deixam em nossas existências. É por isso que louvamos a Deus, pois sua presença como oleiro que modela o barro de nossas vidas se faz presente nestas tantas outras vidas que partilharam conosco a história, que nos tocaram e nos ensinaram a humanidade, o jeito humano de ser. A saudade vivida na perspectiva da fé, não fica como um gosto amargo de dor, mas sim, como o gosto bom da comunhão de vidas que se encontram unidas para a eternidade naquele que vive para sempre, Jesus.
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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Versículo Bíblico do dia

"Então disse Jesus: 'Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?'"
Jo 11,25-26

P.S.: Na parte da tarde de hoje, um breve texto sobre o dia de finados.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Versículo Bíblico do dia

"Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei."
Jo 15,12

Pense nisso...

"O maior desafio do homem
é dar à luz a si mesmo,
é tornar-se aquilo que ele
é potencialmente."


Erich Fromm

domingo, 31 de outubro de 2010

Versículo Bíblico do dia

"Eu te louco, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes estas coisas dos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos. Sim, Pai, assim foi do teu agrado."

Mt 11,25-26

sábado, 30 de outubro de 2010

Versículo Bíblico do dia

"Confia no Senhor de todo o teu coração e não te apóies na tua própria prudência: pensa nele em todos os teus caminhos, e ele conduzirá teus passos"
Pr 3,5-6

P.S.: Tirei esta foto quando ia de Curvelo para Diamantina. Uma estrada com belíssima paisagem.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

XXXI Domingo do Tempo comum - Reflexão

1ª leitura: Sb 11,23[22] – 12,2: O autor nos mostra a ação da Sabedoria de Deus no mundo se manifestando como misericórdia e carinho. Até o "castigo" tem uma função libertadora. Ele não é amigo da morte, mas sim, da vida. Aos pecadores, trata com amor de educador.

 

2ª leitura: 2Ts 1,11-2,2: Esta carta de Paulo lida diretamente com o problema daqueles que, fanáticos, anuciavam o dia do Senhor para já, dizendo que já não vale trabalhar e cuidar do mundo. Mostra-nos que o essencial não é viver na preocupação, até no pavor, do fim do mundo, mas sim o que realmente importa é viver em Cristo, sentido global, finalidade de nossa existência.

 

Evangelho: Lc 19,1-10: Após o publicano que a liturgia da Palavra nos apresentou na semana passada, hoje surge para nós Zaqueu, outro publicano. Este homem que se encontrar com Jesus e usa todos os meios possíveis para vê-lo. Este encontro, esta comunhão (de mesa), provoca significativa mudança de vida. Aquele que estava perdido é resgatado (tema lucano muito importante – cf. Lc 15). O começo de uma nova vida é marcado pela restituição dos bens.

 

Breve Reflexão: Vamos chegando ao final de mais um ano litúrgico. Daqui há poucas semana começaremos as celebrações do Advento, deste tempo de preparação para a novidade de Deus em nossas vidas. Este fato é bastante significativo para interpretação das leituras de hoje.

Com o final do litúrgico, as leituras vão ganhando um tom escatológico, ou seja, vão apontando para a finalidade, para o sentido último de toda existência cristã. Não se trata de um discurso sobre o fim do mundo, ou sobre precisões catastróficas, mas de um ensinamento sobre o que realmente conta na vida. Tendo isto em mente, leiamos agora o sentido deste conjunto de leituras.

O trecho do livro da Sabedoria nos apresenta a proximidade de Deus com a história humana. Ele a conduz como seu "Pastor-educador". Respeitando a liberdade da criação, ele a acolhe e chama para caminhos de vida. Com a realidade profunda da encarnação, Jesus Cristo é o verdadeiro caminho de Deus para a humanidade. É isto que Paulo nos diz na segunda leitura. Para ele, não interessa saber o dia e a hora do "fim do mundo", mas viver em Cristo, diante do definitivo que se nos apresentou. Zaqueu, no Evangelho, encontra-se diante deste definitivo de Deus em Jesus Cristo; por isso, provoca uma mudança radical em sua vida. Ele percebeu aquilo que é realmente essencial e se converteu a isto, ou seja, mudou consciência e vida na direção daquilo que realmente vale a pena.

É para esta comunhão com a Trindade que somos chamados. Zaqueu descobriu isto e nós também, ao longo da história, no processo de constante maturação que é a vida, vamos descobrindo aquilo que realmente interessa e dá sentido às nossas existências. Neste sentido, nossas vidas vão sendo moldadas na pedagogia de Deus, vão sendo conduzidas pelo Mistério da Trindade que cria, salva e santifica. Na liberdade que nos constitui, vamos respondendo ao Amor com que somos amados, trabalhando para um mundo segundo o coração de Deus.


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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

P.S.: Textos publicados semanalmente em www.provinciadorio.org.br/?pagina=palavradedeus

Versículo Bíblico do dia

"Feliz aquele que suporta a provação, porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam."
Tg 1,12

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Com São Geraldo, aprendemos...

Partilho com vocês este texto que foi publicado completo no "Nossa Família", da São José de BH, e parte dele no "A caminho com São Geraldo", aqui de Curvelo.


Os santos nos guardam...

 

Os santos são guardiões de nossa fé. Vamos entender melhor esta afirmação: a Igreja, ao elevar algum fiel às honras dos altares, percebe que, em sua vida, aquela pessoa experimentou, de maneira singular, o Mistério do Cristo que nos leva ao Pai. Assim, propõe o seu exemplo a todos os outros cristãos, nos diversos tempos que se seguirão, como caminho a inspirar suas vidas (SC 104). Portanto, eles nos guardam na fé. Como nossos predecessores, apontam-nos para o essencial de nossas vidas: o Mistério da Trindade com a humanidade. Mostram-nos o caminho bom a ser seguido e atualizado em nossa história a partir das interpelações que nos fazem os sinais do tempo em que vivemos.

Assim aconteceu com São Geraldo Magela, este simples irmão redentorista, nascido entre os pobres da singela cidade italiana de Muro. Um pequeno para o mundo, mas grande aos olhos de Deus! Até os dias de hoje, este grande santo inspira, com o seu exemplo, a tantos homens e mulheres no seguimento discipular a Jesus Cristo. Tendo esta consciência, cabe-nos, agora, pontuar alguns aspectos que a história de Geraldo provoca em nosso coração.

 

Um devoto de Nossa Senhora nunca se perde...

 

Esta frase é de nosso fundador, Santo Afonso. Para entendê-la, é preciso ter claro que olhar devotamente para a Mãe de Jesus deve fazer em nós nascer o desejo de seguir sempre mais de perto o Redentor. Ela, que em sua vida terrena teve sua história moldada pelo querer de Deus, mostrou-se sempre fiel, desde o acolhimento de Jesus em seu seio pela ação do Espírito Santo, acompanhando as caminhadas da vida pública de Jesus, manifestando-se forte na dor da cruz, permanecendo até o tempo das primeiras comunidades cristãs.

São Geraldo foi um profundo devoto desta tão bela Mãe. Reza a história que Geraldo, em sua juventude, colocara um pequeno anel no dedo de uma imagem da Virgem, entrelaçando sua história à de Maria. Um gesto singelo, mas profundo. Em sua vida, São Geraldo mostrou-se, como Maria, discípulo sempre fiel de Jesus, compartilhando o mais profundo de sua intimidade com o "Amigo dos amigos". Como Maria, discípulo fiel.

 

As grandes virtudes da fé cristã...

 

No finalzinho do capítulo 13 da Primeira carta de São Paulo aos Coríntios, o Apóstolo nos apresenta as três grandes virtudes da existência cristã no tempo presente: fé, esperança e caridade. Essas três qualidades essenciais vão transparecendo na medida em que a vida daquele que crê vai se conformando à vida de Jesus Cristo. Passaremos, agora, a refletir como isso se deu na vida de São Geraldo.

 

Pela fé, ver a realidade com os olhos de Deus...

 

Do ponto de vista cristão, podemos perceber a fé como a forma como o ser humano, no exercício de sua liberdade, vai se descobrindo e respondendo ao chamado a uma relação filial com Deus, através de Jesus Cristo, na alegria do Espírito Santo. Desta maneira, quando voltamos nosso olhar para a vida de nosso querido irmão São Geraldo, percebemo-la como constante e vivaz resposta à Trindade Santíssima. Sua frase maior, "Aqui se faz a vontade de Deus, como Deus quer, enquanto quiser", fixada na entrada de seu quarto, expressa muito bem o teor de sua vida.

Profundo adorador de Jesus Eucarístico, aos pés do Mestre, derramava sua vida num profundo diálogo de intimidade. Desde muito pequeno, nas "brincadeiras" com o Menino Jesus, manifestava que sua relação com o Senhor moldaria significativamente todo o seu viver. Durante sua curta vida foi conhecido como o "louquinho de Deus", dada a intimidade que manifestava com aquele que era o seu tudo. Assim, a vida de São Geraldo nos ensina, essencialmente, que a fé é relação com Deus que molda, a partir de si, a percepção da própria realidade e sua trama de relações, gerando um contexto libertador e, por isso, profundamente redentor.

 

A esperança firme que não decepciona...

 

Uma vida moldada pelo Amor de Deus só poderia encontrar em Deus mesmo o seu fim (final e finalidade). Faço menção a apenas de duas passagens significativas: "a conversão do inescrupuloso" e a "confiança na calúnia".

A primeira passagem nos remete a um encontro de São Geraldo com um homem que tinha como o essencial de sua vida a busca de riquezas. Nosso querido irmão, interpelando este homem, chama-o para a caça de um grande tesouro. Depois de caminhar alguns minutos floresta a dentro, parando, São Geraldo afirma terem chegado o lugar onde o tesouro se encontrava. Voltando-se para o homem, retira o crucifixo do cinto de seu hábito e o apresenta como sendo o único, verdadeiro e importante tesouro: o amor de Deus que se manifestou em Jesus na cruz. Diz a história que, comovido, o homem converteu-se e passou a buscar aquilo que realmente é importante.

O segundo episódio diz respeito ao momento em que Geraldo, caluniado, foi afastado de suas funções até que tudo se esclarece. Obediente, mesmo sofrendo, não abriu a boca, confiando na justiça e na misericórdia de Deus que conduzira sua vida até aquele momento. Algum tempo se passou, e a verdade apareceu. Inocente, recebeu o pedido de desculpas de seus irmãos e, para sua alegria, foi reintegrado às suas funções como religioso.

 

A caridade, amor a serviço dos irmãos...

 

O amor só se torna verdadeiro na medida em que se realiza em atos de amor. O conceito de amor fica apenas como palavras soltas, se não se encarnar em uma vida que se realiza amando. O amor é concreto! Assim foi com Geraldo. Um amor profundo à Trindade que se manifestava no encontro com cada homem e mulher na concretude da realidade.

Como exemplo, isto pode ser bem visto quando, ao sair na porta do convento para distribuir o pão aos pobres, Geraldo é elevado em êxtase ao ouvir um flautista tocar a cantiga afonsina "A tua vontade e não a minha". Aquele que se encontra verdadeiramente com Deus, deixa sua vida ser transformada na direção dos irmãos. Não se trata de um amor falsamente "piedoso", mas sim, concreto, daquele que "põe a mão na massa" junto com os outros.

 

Como breve conclusão...

 

No início deste breve texto, dissemos que os santos são guardiões de nossa fé, pois, com suas vidas, inspiram-nos no seguimento do bom caminho que nos conduz à comunhão com a Trindade. Depois de refletirmos um pouco sobre a vida de nosso querido São Geraldo, podemos guardar no coração algumas inspirações: a espiritualidade geraldina baseia-se, principalmente, na comunhão de vida com Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo.

Geraldo viveu sua breve existência aqui na terra buscando viver esta comunhão que, por sua vez, como vimos acima, levava a uma profunda comunhão com a humanidade, sua irmã. Uma comunhão que toca os limites da intimidade. Eis aí o grande ensinamento da vida de São Geraldo: buscar viver na intimidade com Deus-Trindade. Precisamos muito crescer neste sentido, principalmente em uma cultura que muitas vezes nos quer conduzir à superficialidade. Viver cada dia, cada momento, com cada pessoa, na presença de Deus, buscando a justiça, a paz e a fraternidade.

Durante este mês geraldino, busquemos pedir a Deus esta graça. Que a cada dia, procuremos crescer na intimidade com Deus, abrindo-nos, sempre, à comunhão fraterna com os irmãos. Que a justiça do Reino esteja em nossos corações como norma de vida. Que a presença do Cristo nos transforme em sua semelhança pela graça do Espírito Santo em nós.


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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Voltando ao blog...

Entre idas e vindas, a vida vai se realizando! Muitas foram as viagens nos últimos dias. Graças a Deus, todas bem vividas e com muitos frutos. Vamos retomando o blog. Fiquem com Deus!

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

domingo, 17 de outubro de 2010

Viagem

Caros amigos:

Sairei em viagem nesta semana para alguns encontros e cursos no estado do Rio de Janeiro. Continuemos unidos em oração. Se tiver sinal de internet lá, postarei algumas coisas. Grande abraço.


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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Mãe do Céu Morena

Comemoramos o dia da padroeira do Brasil. Preparando a missa noturna de hoje, lembrei-me dessa bela música: Mãe do Céu Morena.
Ensina-nos, ó Mãe Aparecida, os bons caminhos que nos levam a Jesus!



Versículo Bíblico do Dia

"Não vos deixarei órfãos: eu voltarei a vós. Ainda um pouco de tempo e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis."
Jo 14,18-19

De Clarisse Linspector

"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

Outubro: Mês Missionário

O mês de outubro traz consigo uma série de eventos importantes para nossa fé. Aqui em Curvelo, preparamo-nos para a grande festa litúrgica de São Geraldo. Pelo Brasil inteiro, o povo católico abre seu coração para festejar a Mãe de Deus com o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. E, durante o mês inteiro, a Igreja Católica do Brasil nos propõe, como dinâmica pastoral-celebrativa, o tema das missões. É a este último tema que dedicaremos estas breves linhas.

A missionareidade é inerente ao ser cristão. Nós cristãos, atentos à voz de Jesus, entendemos nossa ação no mundo como missão. Ancorados sobre o mandato "Ide pelo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Lc 16,15), percebemos que nossa existência se desdobra como contínuo anúncio da Boa-Nova de Cristo a todos e em todos os lugares. O documento final do CELAM em Aparecida, escolheu a expressão "discípulos-missionários" como carro-chefe de sua mensagem. Como discípulos, permanecemos atentos à voz e aos gestos do Mestre que nos conduz à verdadeira vida. Como missionários, anunciamos esta Vida Plena em nossa história, de maneira especial aonde a vida humana se vê ameaçada.

Anunciar o "Reinado de Deus" sobre todas as coisas, essência do ser missionário, não está restrito a um determinado tempo ou espaço. Toca todas as dimensões humanas, na medida em que é vida para todos. Todos os homens e mulheres, no seu tempo e na sua cultura próprios, são destinatários desta Boa-Nova.

Na dinâmica dos carismas, dons do Espírito do Ressuscitado, o exercício da missão se dará de maneira diferente, na medida de cada indivíduo. Alguns serão chamados a deixar casa, família, segurança, e partirão para onde o Evangelho os levar. Outros, a partir de sua realidade, são chamados a pregar com a vida, a Palavra de Deus, que é Jesus. Não existe forma mais ou menos completa de ser missionário. Existe a resposta humana ao chamado do Mestre para ser, nEle, "canal da graça redentora" para a humanidade.

Durante este mês, peçamos a graça de ter ouvidos acurados em perceber para onde o sopro do Espírito leva para o exercício do envio que nos faz o Divino Mestre.

 

Pe. Maikel Pablo Dalbem, C.Ss.R.


Texto escrito para os amigos do blog: http://bandaprofetas.com.br/blog/

sábado, 9 de outubro de 2010

Canção de Outono - Cecília Meireles

Perdoa-me, folha seca, 
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo, 
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão, 
se havia gente dormindo 
sobre o própro coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles 
que não se levantarão...

Tu és a folha de outono 
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...